RBS surpreende e compra comunidade no Orkut

16/01/2007

A decisão da RBS de comprar uma comunidade no Orkut como parte dos planos de  divulgação do evento Floripa Tem!, programado para acontecer na capital catarinense até o dia 05 de fevereiro, causou surpresa na Internet e divisão de opiniões no site de relacionamentos. Até onde se tem notícia, foi a primeira operação do tipo desde o começo da operação do portal, no final de 2003.

De acordo com O Globo, a empresa gaúcha teria pago R$ 2 mil para assumir o espaço. O carioca Bruno Unger, 25 anos, ex-dono da comunidade, na qual ainda atua como moderador, assegura que o valor está um pouquinho errado e que não há nenhum contrato formal e sim uma troca de favores mas prefere não dar maiores detalhes sobre o assunto.

Em nota à imprensa, a RBS não divulga o valor do negócio, só números gerais de toda a iniciativa, que envolve R$ 3 milhões. Por meio de seus assessores, o grupo de comunicações informa que ainda não tem um porta voz para falar do assunto. Em um primeiro momento rebatizada de Eu amo Floripa! Floripa Tem!, a comunidade voltou ao seu nome original – Eu amo Floripa! – entre a sexta, 12, e a segunda, 15.

No perfil de Unger, que afirma ser administrador e ter participação em uma construtora, as opiniões se dividem entre ataques ao que alguns internautas consideram uma intromissão ilegítima, manifestações de apoio e críticas pelo valor da operação, tido como baixo. Dois dos críticos reclamam de terem sido expulsos da comunidade. De todas maneiras, o Google nunca ganhou nada com o Orkut, pelo contrário. Esse rapaz é um pioneiro, declara ao Baguete uma fonte do mercado de Internet que preferiu não se identificar.

Eu vejo assim: cada um tem que correr atrás do que é seu. Se você tem uma boa idéia, acho que tem que correr atrás de como se beneficiar com isso. A comunidade não mudou em nada, defende-se Unger, criador de mais ou menos 200 comunidades. Muitas delas reúnem multidões, como Durmo com meu celular ao lado, com 950 mil participantes; Eu Adoro Banho Quente!, com 400 mil ou mesmo Brincava de polícia ladrão, com 300 mil.

Muito ou pouco?
De acordo com uma fonte do mercado de e-mail marketing ouvida pelo Baguete Diário, o custo médio de cada endereço de correio eletrônico entre companhias que vendem mailings fica em R$ 0,25, mais uma taxa de envio. Assim, os contatos adquiridos pela RBS valeriam pelo menos R$ 18 mil.

Mas essa é uma forma limitada de ver a questão. A interação com o público alvo não tem preço, comenta o profissional. Segundo ele, o grupo de mídia gaúcho deve investir em transferir o conteúdo para dentro de um dos seus portais, onde poderia capitalizar a informação com anunciantes. (segue)

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