Sites de conteúdo de usuários vivem dilema de obter receitas

15/01/2007

Sites baseados em conteúdo gerado pelos próprios usuários, segmento dominado por pesos-pesados como MySpace e YouTube, podem ter um fluxo de milhões de clipes de vídeo por dia, mas enfrentam o desafio de transformar esse tráfego em dinheiro, afirma uma pesquisa de uma companhia britânica.

A Screen Digest prevê que apesar das cerca de 44 bilhões de transmissões de vídeo –que equivalem a 55% de todo o conteúdo em vídeo consumido nos Estados Unidos– que serão geradas até 2010, o mercado somente registrará receitas totais relativas a 15% disso.

Vídeos produzidos por usuários representaram uma parcela de 47% do total do mercado de vídeos online nos EUA no ano passado, de acordo com a Screen Digest.

Intensificando o problema da geração de receitas a partir de vídeos online, muitos sites têm de conviver com imagens que podem ser violentas, rudes ou entediantes, algo que não agrada muito os anunciantes.

Outro desafio é o tempo que se leva para se experimentar novos formatos publicitários e a ameaça de um site perder seu apelo diante dos usuários.

“É a própria natureza do conteúdo. Como você monetiza conteúdo gratuito? Esse é o cerne do debate”, disse Arash Amel, analista da Screen Digest autor do levantamento.

“Ninguém encontrou uma maneira de fazer dinheiro das enormes audiências que participam desses sites”, acrescentou. Amel informou que há uma série de indicações que sugerem que “2007 possa ser o nivelador de 2006”, apesar do forte crescimento.

Apesar disso, a receita publicitária nos EUA deve continuar uma fonte importante de receita para os sites de vídeos criados por usuários, crescendo de US$ 200 milhões em 2006 para quase US$ 900 milhões em 2010.

Amel disse que esse quadro ainda dominará outros modelos de negócios, como licenciamento, vendas digitais e aluguel de filmes e conteúdo de televisão e assinaturas.

Relatório da Screen Digest afirma que os sites de compartilhamento de vídeos precisam se diversificar, principalmente diante do domínio do YouTube e do MySpace, controlados pelo Google e pela News Corp, respectivamente.

Apesar do mercado europeu ser relativamente pequeno diante dos EUA, a região está vendo muitos sites ampliarem suas ofertas em idioma local e criação de novos como MyVideo, Clipfish, Daily Motion, Yoo tribe, Wideo e Flurl Media na Inglaterra, França, Alemanha e Bélgica.

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