Cientistas descobrem maneira de transferir dados a 200 GHz


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Que a transferência de dados on-line tem suas limitações não é novidade, embora avanços com fibras ópticas já tenham elevado radicalmente a velocidade da internet desde o seu surgimento –a largura de banda de 10 GHz –ou 10 bilhões de bits por segundo– tornou-se comum hoje em dia. A novidade é que cientistas descobriram como prover largura de banda de cerca de 200 GHz. Segundo a revista Scientific American, os pesquisadores desenvolveram dispositivos de polímeros que conseguem melhorar a qualidade de transferência de arquivos muito grandes. Cristais de lítio são frequentemente utilizados para codificar sinais de dados em ondas de luz pelas operadoras de telecomunicações. Mas quando atingem velocidades extremamente altas –como de 200 bilhões de bits por segundo, por exemplo– esses sinais perdem a eficácia e tornam-se inúteis para a transferência de dados. Mark Lee e seus colegas do Bell Laboratories e da Lucent Technologies fabricaram o que chamam de “sanduíche” de polímeros contendo uma microfaixa de ouro, envolta por vidro.A equipe disse que a seleção cuidadosa dos materiais pode minimizar a interferência de sinais; nos testes realizados, a criação detectou um sinal de 1.600 GHz. Embora ainda permaneçam dúvidas sobre a confiabilidade dos dispositivos de polímeros, os cientistas destacam que eles podem ser produzidos por custos inferiores do que os utilizados hoje. “A capacidade de suportar operações com bandas extremamente largas, juntamente com a possibilidade de operações a voltagens mais baixas”, concluem, “tornam possível que um modulador ultra-rápido de polímero com características práticas seja fabricado em um futuro próximo”.

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