A lenta adoção dos negócios eletrônicos da indústria de SP


19/02/2003

São Paulo é o Estado com maior poder econômico do Brasil e, em conseqüência, onde as empresas têm um alto grau de informatização e digitalização dos seus negócios. A locomotiva do Brasil, como diz o bordão repetido pelos políticos.

Mas ao analisar a 2ª Pesquisa “Perfil da Empresa Digital – 2002”, realizada pela Fiesp e Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), com apoio da Compuware, mostra que, apesar de evoluir, a adoção dos negócios eletrônicos ainda é lenta na indústria paulista.

“A assimetria entre as empresas aparelhadas tecnologicamente também é uma guerra fiscal”, declarou Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp. “Assusta-me muito esses dados, não há nenhuma razão para fazer uma defesa, citando a alta carga fiscal. É preciso vontade política das empresas para entrarem neste mundo. Competitividade é fundamental.”

A pesquisa mostra que o e-mail para negócios ainda é a principal utilização que as empresas (tanto grandes, médias e pequenas) fazem da internet, seguida de divulgação e coleta de informações. Transações B2B e B2C são citadas como de pouca utilização para as empresas de todos os portes.

Em relação às transações eletrônicas, a porcentagem do faturamento de vendas pela internet ao consumidor (B2C) foi de 4% nas grandes e médias empresas e 10% nas pequenas. O volume B2B atingiu 24% das receitas das grandes empresas, e 18% e 16% das médias e pequenas, respectivamente. (segue)

Ralphe Manzoni Jr, da Business Standard

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