Veja dicas para fazer compras fora do país pela internet

30/03/2007

Os internautas brasileiros já foram grandes consumidores de produtos importados. Mas mudanças na legislação e o aparecimento de vários sites de comércio eletrônico no Brasil acabaram reduzindo as vantagens de quem quer comprar algo lá fora pela internet.

Mesmo assim, há alguns casos em que vale a pena pesquisar. Produtos como livros e revistas, por exemplo, estão isentos do imposto de importação. Há também raridades, produtos usados e DVDs que são encontrados apenas no exterior.

“Eu compro livros e DVDs que não são vendidos aqui no Brasil. Eu também comprava perfumes em um site, mas agora as empresas aéreas estão proibidas de transportar líquidos inflamáveis”, diz Rogério Monma.

Outro produto que conta com impostos menores na importação são os softwares, que pagam imposto sobre o valor da mídia em que estão gravados (no caso, sobre o valor do CD ou DVD) e não sobre o valor do produto. É necessário, no entanto, que o valor do CD venha discriminado na nota fiscal.

“O que o brasileiro ainda compra são alguns tipos de serviços, como download de programas, sem entrega física, ou livros técnicos e livros baixados pela internet”, diz Gastão Mattos, consultor do comitê de varejo online da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net).

O gerente de projetos Fabio Borges, por exemplo, aproveita os sites de produtos usados para comprar itens relacionados ao seu hobby: carros antigos. “Eu compro bastante pelo Ebay. Miniaturas de carro, peças pequenas para motor, detalhes de painel, até volante. Mesmo se for algo que tenha aqui, lá é mais barato.”

Impostos

Na hora de fazer uma compra pela internet, é preciso estar atento aos impostos e outros custos. Quando se fecha a compra em um site internacional, em geral, só é calculado o preço dos produtos e do frete. Sobre esse valor, é preciso acrescentar entre 60% e 65% de impostos.

A conta é a seguinte: o produto importado paga 60% de Imposto de Importação (que incide sobre o valor da mercadoria + frete + seguro), mais ICMS sobre o valor do produto acrescido do frete, seguro e do imposto de importação (o ICMS é de 23,45% para o Rio, 21,24% para São Paulo e 18% para outros estados). Há também uma taxa de liberação alfandegária de 7% sobre o valor do imposto de importação.

O imposto é cobrado pela empresa que entrega o produto ou então pelos Correios, que mandam um aviso para que o produto seja retirado em alguma agência da empresa.

“Comprar um aparelho de DVD em uma loja internacional, pagando todos os impostos, fica mais caro do que comprar no Brasil. Não compensa”, diz o consultor da Câmara-e.net.

Todos esses impostos, somados ao crescimento das lojas brasileiras, desestimularam os brasileiros a fazer compras fora do país. Em 1999, a Amazon era uma das dez lojas mais acessadas e que mais vendiam para brasileiros. Hoje, ela desapareceu do ranking. As dez maiores são brasileiras.

“As lojas estrangeiras tinham alguma representatividade quando o comércio eletrônico surgiu no Brasil. Mas deixaram de ser competitivas por esses fatores”, diz o consultor.

Caixa postal alugada

Todo esse processo, que varia de país para país, leva muitos sites internacionais a limitar a oferta de produtos que podem ser enviados para outros países. Na Amazon, por exemplo, as vendas ao Brasil se limitam a livros, CDs e DVDs.

Para outros produtos, pode-se utilizar um outro tipo de produto, a caixa posta alugada. Esse serviço é oferecido por empresas que alugam uma caixa postal, geralmente em Miami, que servirá de endereço para quem um brasileiro possa fazer compras nos EUA. Após serem entregue nessa caixa postal, os produtos são remetidos pela empresa que presta o serviço de aluguel e entregas.

Uma dessas empresas é a LanBox, do mesmo grupo dono da LanChile, que possui até um site em português. A empresa cobra uma tarifa de aluguel de US$ 20 a US$ 40. Segundo a empresa, a mesma caixa postal pode ser utilizada por até três pessoas. O custo de envio da mercadoria é a partir de US$ 15.

É bom lembrar que o aluguel da caixa postal não isenta o produto dos custos de transporte e impostos.

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