Comércio on-line deixa futuro das lojas de rua incerto

13/04/2008

O futuro das lojas de rua parece incerto já que há cada vez mais pessoas a fazer compras e vendas através da Internet. Cerca de um quarto dos comerciantes (28,7%) espera uma quebra no número de lojas até 2012/15, até porque a previsão aponta para um número de vendas através da internet de cerca de 20% da facturação total, diz o estudo «A Loja do Futuro 2012-2015», encomendado pela Visa Europe.

O formato das lojas está, por isso, prestes a mudar, com 70% dos comerciantes a perspectivar introduzir novos formatos e mais serviços informativos, para acompanhar os progressos da tecnologia. "Os clientes poderão encomendar no website e recolher a sua encomenda na loja enquanto as lojas mais pequenas poderão focar o seu negócio nos serviços e informação em vez de manterem stocks extensos", diz o mesmo estudo.

Pagamentos automatizados ganham peso
A digitalização automática começa a pairar no horizonte, com 22% dos comerciantes a assumir a introdução desta tecnologia de alguma forma. Cerca de 48% dos comerciantes pensa que os pagamentos electrónicos são importantes ou muito importantes para a automação do cliente, como por exemplo o «self service» e pagamentos automatizados. As opiniões mais fortes pertencem aos Ingleses (53%) e aos Holandeses (50%).

De acordo com o Vice-Presidente Executivo da Visa Europe, Steve Perry, «o papel crítico que as tecnologias convergentes vão desempenhar na definição do futuro espaço de retalho está claro para todos verem. Este estudo mostra que enquanto as alterações podem ocorrer num curto período de tempo, a Loja do Futuro é susceptível de ser moldada por um conjunto de tecnologias da era digital, mas todas terão um objectivo comum, criar maior conveniência para os clientes e por conseguinte alcançar uma forte diferenciação e sucesso para o negócio e para o comerciante», refere.

Outras conclusões deste estudo garantem que cerca de 60% dos comerciantes pensa que a função dos websites comerciais será esmagadoramente transaccional, enquanto um quinto encara-a como informativa.

Além disso, em 2012/15 prevê-se que mais de 71% dos consumidores estejam dispostos a efectuar investigação pré-compra através da internet.

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