Comércio eletrônico desperta interesse de pequenas empresas no Paraná

04/09/2007

O Paraná movimentou R$ 117 milhões em negócios na internet, de um total de R$ 2,6 bilhões em todo o Brasil, no primeiro semestre deste ano, de acordo com levantamento nacional feito pela e-Bit – Informações de Comércio Eletrônico junto a consumidores de mil lojas virtuais conveniadas. O volume paranaense representa 4,5% do total movimentado pelas conveniadas à e-Bit. O valor médio das compras paranaenses realizadas na internet é R$ 300, um pouco acima da média nacional que fechou, nos seis primeiros meses deste ano, em R$ 296. O levantamento da e-Bit não inclui as movimentações eletrônicas envolvendo passagens aéreas, automóveis e sites de leilão.
 
Mercado em ascensão a e-Bit registrou um crescimento de 49% em relação ao primeiro semestre de 2006 -, o comércio eletrônico ainda é pouco explorado pelas micro, pequenas e médias
empresas no Estado. De olho na inovação e acesso a novos mercados, o Sebrae no Paraná estimula os empresários de pequenos negócios a conhecer as vantagens oferecidas pelo comércio eletrônico e os cuidados que o sistema, relativamente novo no Brasil, requer. A Bolsa de Negócios, lançada pelo Sebrae Nacional e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.Net) neste ano, é uma ferramenta que já desperta o interesse de empresários paranaenses.
 
Edson Martins Lecheta, proprietário da NextPlan – Soluções em Tecnologia, em Londrina, no norte do Paraná, cadastrou sua microempresa na Bolsa de Negócios. A estratégia do empresário é aumentar o número de consultorias em software sob medida, que presta na região. “É muito importante ter um canal de relacionamento
empresarial sem fronteiras”, destaca. Lecheta montou seu negócio há menos de um ano, com a ajuda da mulher, responsável pela área administrativa da empresa, e aposta no comércio eletrônico. “Estamos buscando caminhos de acordo com a evolução do mercado”, assinala o empresário.
 
Lícia Beatriz Garcia, gerente da Lenix Confecções, em Apucarana, também no norte do Paraná, já está usando a Bolsa de Negócios. A empresa de médio porte, instalada há 20 anos na região, viu na Bolsa a oportunidade para comercializar sobras de tecidos e aviamentos. “Estamos no começo. As vendas pela internet estão cada vez mais comuns e precisamos estar sempre atualizados.” A empresária aconselha os empresários que estão entrando no comércio eletrônico para que fiquem atentos aos clientes em potencial, o que garante mais segurança no fechamento de negócios.
 
Setor em alta

 
O consultor Agnaldo Castanharo, que coordena a Unidade de Apoio a Projetos do Sebrae no Paraná, diz que os empresários paranaenses precisam conhecer o e-commerce. “A Bolsa de Negócios não é um instrumento de comercialização direta, transações, ofertas de pessoas físicas e divulgação de preços. Mas um instrumento de aproximação, interatividade e relacionamento, cruzamento de interesses e inteligência de negócios.” “As pequenas empresas também podem participar desse processo, que cresce no Brasil. O comércio eletrônico exige cuidados, mas pode ser uma boa oportunidade de acesso ao mercado”, complementa.
 
Hoje já são quase 8 milhões de pessoas que fizeram pelo menos uma compra pela internet, de acordo com a e-Bit. Os produtos mais vendidos, tendo por base a quantidade de pedidos, são livros (17%), Informática (13%) e Eletroeletrônicos (10%). Pelo levantamento nacional, o setor faturou R$ 4,4 bilhões em 2006. A previsão para 2007 é que a movimentação chegue a R$ 6,4 bilhões. O segmento responde por 2% de todas as vendas feitas pelo varejo brasileiro. Existem hoje no Brasil cerca de 32 milhões de internautas.
 
Bolsa de Negócios
 
O consultor do Sebrae no Paraná, Rafael Tortato, lembra que o Sebrae não se responsabiliza pelo fechamento dos negócios, nascidos na Bolsa, porque sua finalização depende das partes. O consultor reforça também a importância da Bolsa de Negócios “como um espaço aberto às micro e pequenas empresas para oferecer e comprar produtos”. O portal
www.bolsa.sebrae.com.br possibilita ao empresário se comunicar com outras empresas e fazer negócios em todo o País. O cadastro é gratuito e exclusivo para pessoas jurídicas.
 
Navegando pelo site, o
empreendedor encontra os links ‘quero comprar’, ‘quero vender’ e ‘cruzador de ofertas’, onde há a possibilidade de ver se alguém tem interesse no seu produto ou serviços ou se o produto que você procura já está disponível. Todo o processo é fácil e ágil, além de auto-informativo, informa o Sebrae Nacional. O empresário que se cadastra tem ainda informações sobre negócios, estudos, pesquisas, artigos, seminários e eventos. Bem como acesso a relatórios gerenciais e operacionais, indicadores, capacitação, colaboração, inteligência competitiva e outros.

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