Brasil poderá perder registro de atrações turísticas na Internet


21/07/2005

O Brasil terá de registrar cerca de 89 mil sites até o final do mês. Isso porque a Icann, empresa nos Estados Unidos que controla a Internet, estabeleceu na semana passada um novo nome genérico de domínio, o “.travel”. A denominação será usada por sites relacionados à promoção do turismo e deverá ser alvo de interesse de agências de viagem, hotéis, escritórios de turismo e mesmo governos que queiram promover regiões, locais ou culturas de seus países no exterior.

O problema é que a Icann deu até o final do mês para que o Brasil indique se irá registrar nomes como Rio de Janeiro, Amazônia, Bahia, Ipanema e outros tantos nomes de locais turísticos do Brasil. O governo admite que pode não conseguir cumprir o prazo e eventualmente sofrer perdas econômicas.

Brasília não está nada satisfeita com a decisão da Icann, não apenas pelo prazo relativamente curto que lhe foi dado, mas porque terá de pagar entre 10 euros e 50 euros por registro. “Ou bancamos esse custo, ou podemos perder esses nomes para o primeiro indivíduo que surgir para registrá-los. Ou reservamos o nome riodejaneiro.travel ou qualquer um pode obtê-lo, o que geraria uma perda financeira importante para a promoção do País”, afirmou Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.

Antes de inaugurar o domínio, a Icann preparou listas de nomes e entregou aos países. No caso da lista brasileira, existem mais de 89 mil nomes, Corcovado, São Paulo, Manaus e Pantanal.

Outro domínio que será criado é o .xxx, destinado aos sites pornográficos. “Por cautela, precisamos também registrar sites no .xxx”, explicou Santanna. Segundo ele, o registro não seria utilizado, mas evitaria que um agente privado abra o website riodejaneiro.xxx que poderia tratar de turismo sexual ou até de tráfico de mulheres.

Na avaliação de Santanna, esses problemas em relação aos registros mostram a necessidade por uma participação maior dos países nas decisões relacionadas à Internet e que hoje são tomadas exclusivamente pela Icann. “São eles que fixam a data e nós ainda precisamos pagar por essa decisão”, argumentou o secretário.

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