Agência dos Estados Unidos processa seis por spam


14/11

A Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos anunciou ontem que está processando seis remetentes de email comercial não solicitado (spam) que bombardearam os usuários da Internet com esquemas de pirâmide, empréstimos fraudulentos e filtros de email que, na verdade, atraíam ainda mais spam.

O anúncio surgiu no momento em que outras autoridades estaduais e policiais no nordeste dos Estados Unidos anunciavam medidas próprias como parte de um esforço coordenado para reprimir o spam enganoso e outras formas de comportamento ilegal na Internet.

“Todos nós estamos combinando os nossos recursos para combater o spam enganoso e as trapaças via Internet”, disse Barbara Anthony, diretora regional da FTC, em uma entrevista coletiva em Boston.

A FTC coordenou esforços semelhantes no Meio-Oeste e na região noroeste do país no começo deste ano.

Embora o spam seja considerado, em geral, como um incômodo para os usuários da Internet, ele não é ilegal, sob as leis vigentes nos Estados Unidos.

Todos os processados pela FTC são acusados de violar as leis existentes contra práticas comerciais enganosas e desleais.

Um dos acusados usava logotipos de instituições financeiras conhecidas como a Prudential e a Fannie Mae para recolher informações pessoais como renda e valores de imóveis dos destinatários que respondiam, disse a FTV.

O acusado, cujo nome não foi divulgado, também empregava endereços de retorno falsos de modo que as pessoas que tentassem contactá-lo não recebessem mensagens de “endereço inexistente” ou “não entre em contato”, segundo a FTC.

Como resultado da prática, 30 mil mensagens de resposta foram enviadas a um usuário inocente da Internet, segundo a FTC.

Outro acusado enviava mensagens divulgando um serviço que prometia eliminar o spam. Na verdade, o produto vendido pela NetSource One e seu dirigente, James R. Haddaway, atraía ainda mais spam, segundo a FTC.

Os quatro outros acusados enviaram correntes de mensagens ilegais, pedindo dinheiro. Os acusados concordaram em abandonar essa prática sob pena de multas, segundo a FTC.

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