TI, a incrível Tecnologia da Interatividade


03/08/2005

Inicialmente foi o e-mail. Depois os foruns e chats. Agora mais recentemente são as mensagens instantâneas e os blogs. Isso sem falar em diversas outras alternativas de comunicação proporcionadas pela internet, como leilões online, games em tempo real, reuniões virtuais, telefonia VOIP, namoro ou sexo virtual. TI, que é como a internet também é chamada e quer dizer Tecnologia da Informação, também passará a ser conhecida como tecnologia dos relacionamentos.

Sem desqualificar a internet como meio de informação, até porque nada no mundo tem e proporciona tanta informação, a questão que me refiro é uma grande tendência dos tempos atuais. As pessoas, acuadas em suas casas, escritórios ou faculdades, motivadas por razões como a violência, mas também por uma tendência comportamental causada pela modernidade, passaram a “conquistar o mundo dentro de 4 paredes”.

Numa luta virtual eu sou muito mais forte. Eu que não sei fazer 3 embaixadinhas, viro craque em um jogo no computador e posso vencer até o Ronaldinho, se ele estiver do outro lado. Em uma entrevista de emprego em de um site de RH, tenho toda segurança do mundo. O meu filho não brinca mais na rua, se eu deixar, fica a tarde e um pedaço da noite navegando, jogando, ouvindo música e convesando com amigos de diferentes lugares. E na frente do monitor me torno um corajoso Don Juan e conquiso as mais lindas mulheres. Quem um dia não passou por uma situação semelhante ou teve algum destes pensamentos?

A internet já revolucionou o mundo da informação, transformando bibiliotecas em brinquedos de criança. Como estamos vendo, as relações interpessoais também vão sofrer modificações profundas por causa da grande rede mundial. Nessa onda, também os conceitos relativos às formas de se fazer marketing e negócios estão sendo reconsiderados. Mesmo que alguns desses conceitos sejam muito antigos, como o atendimento personalizado que o dono do armazém dava a seus clientes no tempo dos nossos pais, ou avós, dependendo da sua idade. O “bolixeiro” sempre sabia as nossas preferências pois conhecia bem cada um de seus clientes.

A internet, apesar de permitir uma comunicação para grandes públicos (só no Brasil somos 25 milhões de internautas), não é um veículo de comunicação em massa, como TV ou rádio. Ao contrário, ela permite que cada internauta se relacione individualmente com cada pessoa, em jogos, chats ou blogs. Mas tmabém permite que cada cliente consulte produtos ou seviços do seu interesse, tire dúvidas em tempo real e faça compras em lojas virtuais. E agora, através da internet, novamente, os bolicheiros virtuais, poderão se relacionar com seus clientes, conhecendo-os mais profundamnete e oferecendo o que eles desejam.

Ricardo Prates Morais é editor chefe da emarket News e consultor da emarket (www.emarket.ppg.br), agência de marketing e publicidade online.

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