Servidores rejeitam e-mail do Brasil sem ler


07/06/2003

“Nós não recebemos e-mail do Brasil devido ao alto nível de spam.” A mensagem é de um e-mail rejeitado pela Universidade de Rochester, dos Estados Unidos, enviado por um repórter da “Agência Estado”.

A má-fama de paraíso dos spammers que carrrega o país está explícita em diversos sites da Internet. Na lista de discussão do site DSL Reports (www.dslreports.com), um dos membros comenta: “Bloqueei tudo que vem da China, Coréia, Brasil, Malásia e Colômbia, pois 90% dos spams que recebo são desses países.”

No famoso site Slashdot (www.slashdot.org), a imagem do Brasil também está mal: “Bloqueei China, Nigéria, Argentina e Brasil”, disse um membro de uma lista de discussão.

No site Stupid Spam (www.stupidspam.co.uk) há outro texto acusando o país: “A maioria dos spams hoje em dia vem da Coréia, China e Brasil, onde há muitos servidores proxy abertos. Geralmente são de redes escolares onde não há cuidados com segurança.”

O site Spam Stops Here (www.spamstopshere.com) aconselha: “a não ser que você tenha muitos negócios internacionais, sugerimos que bloqueie e-mail provenientes da China, Brasil, Coréia e Argentina.”

Na opinião do diretor de tecnologia da empresa de segurança Aker, Rodrigo Ormonde, a má-reputação se deve a hackers brasileiros, que derrubam servidores entupindo-os de e-mails.

Mas ele não inocenta os spammers brasileiros. “Eles estão cada vez mais sofisticados”, afirma. Um cliente da Aker já teve seu servidor controlado por spammers. “Eles monitoravam a CPU e só enviavam os e-mails quando a atividade estava baixa, para não dar bandeira.”

Legislação

O congresso dos EUA está tentando de tudo para acabar com os spams e está pronto para aprovar ainda este ano a lei antispam, mas acredita-se que a medida não vai mudar o quadro, apenas solucionar uma parte do problema.

No entanto, o empenho continua: na semana passada, o Senado do Estado da Califórnia (EUA) aprovou um projeto de lei que tornaria ilegal o envio de spam e permite que os spammers sejam processados pelas vítimas e condenados a pagar multas de US$ 500 por spam. (AE)

Fonte: Jornal A Gazeta

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