O passo das gigantes

04/10/2002Ricardo P. Cesar O que as grandes corporações esperam do comércio eletrônico business-to-business (B2B)? Depois que o termo deixou de ser moda, uma pesquisa conduzida pelo Edge Group joga um pouco de luz sobre quais soluções baseadas em recursos Web realmente interessam para as empresas e quais as transformações que devem decorrer desse uso. O trabalho é baseado em entrevistas com altos executivos de 40 companhias, todas pertencentes ao ranking das 300 maiores do Brasil. Desse total, 28 são multinacionais.A primeira constatação é que as empresas continuam investindo no comércio eletrônico como ferramenta de integração. A segunda conclusão é que a palavra de ordem das corporações é ganhar agilidade, e é nesse sentido que as soluções começam a ser empregadas. Os investimentos em B2B estão levando a uma relação mais forte entre as companhias, que começam a criar redes colaborativas. Quando o processo estiver maduro, dentro de cinco anos, as grandes cadeias de valor serão 100% integradas. Esse novo modelo de trabalho conectado exige grandes mudanças e depende de investimentos igualmente significativos. As próprias corporações entrevistadas reconhecem que entre as dificuldades que enfrentam para se adaptar a esse cenário estão a falta de agilidade e flexibilidade (citada por 52% das empresas) e a complexidade e lentidão das decisões (24%).As megaempresas têm portanto um grande desafio pela frente. Quais vantagens que essas corporações já possuem para se adaptar à nova realidade de colaboração eletrônica? Com 36% dos votos, o item “marca, portfólio de produtos e serviços” ficou em primeiro lugar. A presença global dessas empresas foi o fator menos citado, com 4%.O trabalho mostrou ainda quais são os projetos que as companhias consideram mais importantes para melhorar a integração de processos com seus parceiros. As iniciativas de relacionamento com o cliente (CRM) e Business Intelligence foram as mais bem cotadas. (segue)

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