Legislação não acaba com spam, afirma Mandic


22/07/2003

Hoje, os desafios enfrentados por Aleksandar Mandic são bem diferentes daqueles vividos durante a criação do primeiro cadastro de BBS (Bulletin Board System) no País, há cerca de treze anos. Mas depois do acesso à Internet, o executivo decidiu investir no correio eletrônico, aplicação digital mais utilizada no mundo e, consequentemente, a mais visada para golpes e interesses diversos.

Mais do que nunca, o spam, envio de mensagens não solicitadas que lidera o ranking do incômodos digitais, tem movimentado questões legais, éticas e tecnológicas. Mas, segundo Mandic, há iniciativas que merecem ser reavaliadas.

“Não adianta criarmos uma lei contra o spam no Brasil, se recebo um correio eletrônico que vem da Rússia”, afirma. Segundo ele, nenhuma legislação terá capacidade de “vigiar” o que se envia pela rede. “Se fala muito sobre isso (legislação contra o spam), mas até hoje nunca vi nada a respeito”, diz.

De acordo com Mandic, já existem tecnologias suficientes para banir o problema do lixo digital. Em sua empresa, um usuário paga R$ 8,39 por mês para ter espaço ilimitado de e-mail, antivírus atualizado a cada hora (McAfee), gerência via Imap (e não pop, como a maioria dos provedores oferece) e solução anti-spam com diferentes camadas de proteção.

Em uma camada, o serviço faz a eliminação automática de mensagens. Em outra, há um filtro inteligente, para apagar mensagens com parâmetros impostos pelo usuário. (segue)

André Borges, da CSO Online

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