Internet muda a face dos grupos de comunicação


20/10/2005

A internet não pode mais ser ignorada como meio de comunicação de massa, nem a sua importância na globalização da informação e dos relacionamentos entre pessoas de diferentes países deve ser deixada de lado. A afirmação é do presidente mundial do grupo de comunicação FCB, o americano Brendan Ryan, uma das principais estrelas do seminário “Base Zero – Reinventando a Comunicação e o Marketing”, no MaxiMídia 2005, promovido pelo Grupo Meio & Mensagem, que termina hoje no Grand Hotel Meliá.

Parafraseando Charles Darwin e usando expressões em português para descontrair sua apresentação, Ryan disse que não são os mais fortes que vão sobreviver às inovações tecnológicas da área de comunicação, mas os que mais rapidamente se adaptarem às mudanças. “As empresas nascidas da internet vão se tornar adversárias de companhias de vários segmentos. A penetração da internet nas famílias americanas chegou a 80% em cerca de 5 anos. A TV levou mais de 15 anos para conseguir o mesmo. E se, em 2000, 32 bilhões de e-mails foram trocados nos Estados Unidos, esse número chegará a 87,3 bilhões no próximo ano.”

Ryan foi mais longe e exemplificou: “Google, Yahoo! e eBay são empresas que expandiram seus serviços e podem se tornar os maiores rivais de redes varejistas, de instituições financeiras e de empresas de telecomunicações. E isso seria impensável até há pouco tempo.” Para Ryan, não é possível descartar o meio, mas se adaptar a ele para oferecer conteúdo e manter contato com os consumidores e leitores por este canal, adaptando o conteúdo. É o que busca hoje o The New York Times, um dos mais tradicionais veículos de comunicação impressa dos EUA. Um meio de comunicação, porém, não irá matar o outro, mas serão complementares, ou sinérgicos.

Do lado da propaganda, Ryan destruiu o que chamou de 18 mitos, entre os quais o de que a propaganda é cara; a criatividade e os resultados não andam juntos; aquilo que você diz é mais importante do que como você diz; a propaganda global não funciona; a TV está morrendo; a comunicação online é nicho de mercado (“Só se o mundo inteiro for um nicho”); e que as agências de publicidade são iguais, ganham demais e deveriam ser pagas por trabalho executado (“Não somos cortadores de grama pagos por hora, mas paisagistas”)(segue).

Agência Estado

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