Busca pelo caminho certo

21/02/2007

As mudanças na forma de expor a marca, produtos e serviços são claras. Não há como frear esse processo que envolve não só a multiplicidade da mídia, mas uma alteração comportamental grande do consumidor de informação e entretenimento. Os meios tradicionais – como televisão, rádio, revistas e jornais – tentam encontrar novos rumos e trabalhar suas ofertas de maneira integrada, mas falta algo mais ainda. E as conseqüências não são simples.

Uma reportagem estampada nas páginas do The Wall Street Journal na primeira semana de fevereiro anunciava que em 2007, a internet irá superar a TV em número de anunciantes nos Estados Unidos. Isso se deve à união de serviços de comunicação. Até mesmo o tradicional New York Times já cogita acabar com sua edição em papel e manter somente a operação on-line.

Na outra ponta, as próprias empresas desviam suas verbas que seriam aplicadas em mídia tradicional para iniciativas diferenciadas. O Grupo Positivo, por exemplo, criou seu próprio Youtube. Batizado de Positube, o portal da empresa paranaense é direcionado a vestibulandos – publico jovem, altamente conectado e com poder aquisitivo – e possibilita o compartilhamento de vídeos e fotos dos cursos pré-vestibular Positivo.

Também no Sul, a agência de conteúdo Tudo, ao realizar um trabalho para o conglomerado de comunicação RBS, adquiriu uma comunidade dentro do site de relacionamentos Orkut para promover um evento em Florianópolis (SC). A idéia, porém, é considerada arriscada para especialistas. Isso porque as comunidades têm códigos simbólicos de funcionamento. “Não basta chegar e comprar. Provavelmente muitos vão pular fora. E vão abrir um Eu odeio o moderador da comunidade que a vendeu”, acredita Vinicius Andrade Pereira, professor de comunicação e design da ESPM- RJ e pesquisador do CAEPM – Centro de Altos Estudos da Propaganda e Marketing.

Outras empresas que estão diretamente ligadas a esse turbilhão de transformações são as operadoras de telefonia. Além de serem grandes anunciantes, devem se tornar em breve meios para a transmissão de publicidade. Algumas das maiores empresas nos Estados Unidos como a Verizon, Sprint, Cingular e AT&T já realizam testes de veiculação de anúncios em seus dispositivos móveis. Até então, assim como no Brasil, os celulares tem sido utilizados apenas para campanhas das próprias operadoras. (segue)

Por Eduardo Vasques

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