Vendas online na Inglaterra crescem e influenciam a inflação


09/11/2004

As compras pela Internet vão crescer cinco vezes e responder por um terço do gasto dos consumidores britânicos em 2010, de acordo com analistas. Seu impacto sobre a inflação, no entanto, já chama a atenção dos governantes.

O Banco da Inglaterra está intrigado com a baixa taxa de inflação de seu país – ela caiu para somente 1,1 por cento em setembro – apesar da alta do preço do petróleo, do recorde negativo no número de desempregados e do maior período ininterrupto de crescimento econômico dos últimos 200 anos.

Uma das razões para a inflação baixa é que os preços de vários bens de consumo, como televisões, computadores e roupas, continuam a cair. O crescimento acelerado do comércio eletrônico pode explicar parte disso, porque permite aos compradores navegar pela Internet e achar os melhores preços. “É um efeito combinado, mas a Internet tem um papel importante na transparência cada vez maior dos preços”, afirma o analista sênior da Verdict Research, Nick Gladding à Reuters

Isso aumenta a competição, obrigando o comércio a reduzir seus preços, o que é uma boa notícia para os consumidores mas aperta as margens de lucro do varejo. O perigo é que os consumidores criem a expectativa de que os preços caiam sempre e passem a adiar as aquisições, à espera de ofertas ainda melhores.

O desafio do Banco da Inglaterra é manter a inflação em 2 por cento – nem acima nem abaixo disso. Houve sinais de que os gastos dos consumidores estão diminuindo, mas algumas pesquisas recentes mostram que os britânicos pretendem gastar seu dinheiro enquanto acharem que os preços estão justos. “A Internet está tornando o varejo muito competitivo porque dá muito poder ao consumidor”, diz James Roper, pesquisador chefe do Interactive Media In Retail Group (IMRG).

As compras no ciberespaço estão crescendo seis vezes mais rapidamente que nas ruas e Roper acredita que 3,5 bilhões de libras esterlinas (US$ 6,44 bilhões) vão passar pela Web neste Natal, conforme um número cada vez maior de britânicos procura pechinchas em suas telas de computador.

De acordo com algumas estimativas, o comércio eletrônico vai dominar cerca de um terço dos gastos dos consumidores, com exceção dos serviços financeiros, nos próximos seis anos. Hoje, ele representa seis por cento.

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