Tecnologia é aliada da Justiça de Brasília


03/05/2003

Com a crescente demanda de informações trocadas entre os quatro mil usuários internos que realizam 45 mil consultas diárias na Web, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu que, ao invés de mais servidores, precisaria de mais disco. Além disso, o órgão inicia projetos que exigem a ampliação da capacidade de storage, como a digitalização de audiências e, ainda, possui recursos de videoconferência.

Segundo Fábio Bernardo Silva de Araújo, subsecretário de tecnologia do TJDF, a opção pela tecnologia NAS (Network-Attached Storage) aconteceu porque havia uma necessidade de constante expansão das máquinas por falta de espaço em disco. “Trabalhamos com um Sun E 3500, com capacidade de aumentar o storage. Porém, o custo seria alto para incluir dois novos processadores nesse servidor com mais 8 GB, o que envolveria US$ 36 mil.”

Diante desse valor, o TJDF iniciou a busca de uma alternativa de armazenamento compatível com o sistema de banco de dados Caché (InterSystems). Passado o processo de licitação, em maio de 2002, do qual participaram 14 fornecedores do edital para a ferramenta de armazenamento de dados, o órgão adquiriu o Filer F820 (Network Appliance), uma solução baseada em NAS capaz de armazenar seus dados corporativos.

Em termos de economia, o executivo não mediu o ROI (Return on Investment) de forma comparativa com os números que gastaria na aquisição de mais servidores. Por outro lado, ele afirma que o tribunal possuía um processo de sete máquinas RISC e Sun para implantação nos pontos satélites (que totalizam oito e mais outros dois remotos), mas a iniciativa foi abortada porque a questão foi resolvida com a utilização de Linux nas pontas e aumento da capacidade de armazenamento. Araújo conta, ainda, que na época estava em dúvida entre a tecnologia SAN (Storage Area Network) e NAS porque, segundo alguns estudos de mercado, o banco de dados Caché só funcionaria em SAN. (segue)

Paula Zaidan

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