Super-chip vai além da tecnologia

27/04/2007

Em 2003, cientistas da Universidade do Texas anunciaram que seria possível a construção de um supercomputador em um único chip. Segundo eles, esse super-chip-computador tem o potencial para alcançar um trilhão de operações de ponto flutuante por segundo.

Agora eles apresentaram o seu primeiro protótipo, realizando o que então era pouco mais do que uma arquitetura teórica. O novo processador foi batizado de TRIPS (Tera-op Reliable Intelligently-adaptive Processing System).

Processador com nanotecnologia

O protótipo do TRIPS é o primeiro em uma rota que levará a processadores flexíveis ultra-potentes, implementados com tecnologias em nanoescala, diz o professor Doug Burger.

O processador TRIPS é a demonstração do funcionamento de uma nova arquitetura de processamento de dados chamada EDGE (Explicit Data Graph Execution). Ao contrário dos chips tradicionais, que processam uma instrução por vez, a arquitetura EDGE consegue processar grandes blocos de informação de uma vez só e de forma mais eficiente.

Além da tecnologia multicore

As tecnologias multicore atuais aumentam a velocidade de processamento aumentando o número de processadores que, individualmente, não são mais rápidos do que a geração anterior. O grande inconveniente é que os programas têm que ser reescritos para conseguirem tirar vantagem dos múltiplos processadores.

A tecnologia EDGE oferece um enfoque alternativo quando os competidores na corrida da tecnologia multicore ficarem sem combustível, diz Stephen Keckler, outro participante da equipe que criou o super-chip.

Cada processador TRIPS também tem dois núcleos, mas cada um capaz de fazer 16 operações simultâneas por ciclo utilizando até 1024 instruções simultaneamente. O objetivo dos cientistas é alcançar 1 trilhão de operações por segundo em um único chip até 2012.

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