Sites rivais do YouTube querem pagar usuários

17/07/2006

Dois sites independentes e ainda com conteúdo bastante limitado tentam fazer o que os poderosos Google e Apple e suas lojas de vídeos on-line não conseguiram: bater a popularidade do portal de vídeos You-Tube, que chegou aos 20 milhões de usuários.

Faça. Publique. Lucre é o lema do eefoof.com e Seja visto. Seja pago é o mote do Lulu TV (www.lulu.tv). Enquanto o YouTube é gratuito, os seus novos rivais oferecem a quem posta vídeos um acordo de pagamento baseado no número de vezes que os clipes são assistidos. Conforme a audiência do arquivo, seu autor recebe uma porcentagem dos lucros obtidos pelo site.

Em entrevista ao site News.com, o gerente do eefoof.com, Kevin Flynn, disse: Se as pessoas forem colocar vídeos em outros portais, não ganharão nada. No eefoof, elas podem obter algum dinheiro.

O método de pagamento do eefoof.com é atrelado à audiência dos arquivos. Quem publica vídeos, fotos, áudio ou animações em flash no portal precisa gerar mais de US$ 25 de lucro em anúncios para começar a receber uma porcentagem. Quanto mais visitantes, mais propaganda e mais dinheiro.

Já os planos dos responsáveis pelo Lulu TV são mais complicados. A idéia do site é, além de pagar os usuários, transformá-los em sócios.  Por uma mensalidade de US$ 14,95, o autor dos vídeos ganha o status de usuário pro. Oitenta por cento do total do dinheiro recebido com essas mensalidades vai para um fundo especial, que deve ser dividido entre os usuários pro já cadastrados. Dentro desse grupo, o dinheiro é dividido de acordo com o sucesso dos arquivos de cada um.

Pode dar certo?
O executivo-chefe da Lulu Enterprises, Bob Young, afirma que o Lulu TV é um experimento inspirado no modelo tradicional da televisão, no qual as emissoras compram conteúdo dos seus produtores e o sucesso de cada um depende da sua audiência. Na TV, esse modelo é problemático, mas na internet existe um número ilimitado de canais. Não há razão para não termos vários programas parecidos. O mercado é muito vasto, diz Young.

Para o diretor de análises de mídia do Nielsen/NetRatings, Jon Gibs, a idéia de fazer os autores dos vídeos participarem do sucesso de um site pode funcionar bem. Se esse tipo de modelo de negócio on-line se transformar em um sucesso, eles poderão lucrar facilmente com os anúncios e poderão migrar para um modelo baseado apenas em assinantes, afirma o especialista.
Outra vantagem, segundo o analista da Nielsen/NetRatings, é a predominância de usuários pagantes, o que diminui o número de vídeos inúteis ou com baixa qualidade.

Fonte: Folha Informática

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