Jornalista acredita que Internet gera mais empregos No ratings yet.

O jornalista Carlos Plácido Teixeira, diretor da Conteúdos.com, empresa de comunicação empresarial que tem, entre vários outros cientes, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) – para quem prepara o site – declarou que, dentro de poucos anos, a Internet vai se consolidar como o principal gerador de empregos no jornalismo brasileiro, deixando para trás todos os meios hoje tradicionais. “Os estudantes de Comunicação e os profissionais devem prestar mais atenção a este veículo, para não perderem o bonde da história”, disse, em entrevista ao jornal Marco, da PUC-MG. Para ele, a Internet evoluiu muito sob o ponto e vista tecnológico, “antecipando a tendência de integração das características dos jornais impressos, rádio e televisão”.

“O aumento da agilidade desta rede mundial de computadores, na captação e veiculação de informações, a tornará insuperável nos próximos anos”, acrescentou, destacando que o jornalismo online é o caminho por onde convergirão todos os meios informativos. Carlos Plácido ressaltou que existe uma perda natural da importância do jornal impresso diante da maior participação da Internet. “O fim dos jornais não é inevitável, mas as empresas devem reavaliar imediatamente os seus produtos”, advertiu.

Ele disse ainda que uma boa saída para as empresas ligadas ao jornalismo impresso tem sido a criação de redações voltadas para a Internet. “O Estado de Minas, por exemplo, ampara o seu portal UAI e lá os jornalistas devem estar aptos a escrever sobre todos os temas, pois não se consegue mais ser um especialista em um determinado assunto”, afirmou. Já a editora do jornal O Tempo, Alessandra Anselmo, acredita que o mercado de trabalho nos grandes portais “é pífio. Pode ser um mercado potencial, mas não dá lucro”. Para ela, capitalizar um site “é muito difícil e não se consegue só com a venda de banners e popart“. Alessandra revela que o único mercado de trabalho para os recém-formados é abastecer os sites de empresas, “mas isto ainda não é feito com qualidade e originalidade, apenas através de cópia e material já impresso”.

O editor do site jornalistasdeminas, Henrique Paiva, comenta que a grande deficiência da Internet está na pressa da apuração. “Na insistência de sair na frente com notícia, muitos portais e sites e jornalismo têm cometido erros graves e divulgam informações sem conteúdo. A informação rápida e bem apurada é que deve sustentar o jornalismo online”, conclui.

Luiz Otávio, de Belo Horizonte

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