Comitê elabora código de ética para e-mail marketing


09/07/2003

Em meio às recentes movimentações sobre a criação de uma lei de combate aos e-mails não solicitados no Brasil, a Associação de Mídia Interativa (AMI) anuncia a criação do Comitê de E-mail Marketing para definir as melhores práticas da publicidade por e-mail e estabelecer um código de ética para agências, empresas de e-mail marketing e provedores de acesso à Internet.

“Esta era uma das prioridades da nova gestão da AMI, que assumiu em outubro do ano passado”, afirma Marcelo Santiago, presidente da Associação e do Conselho integrado por Antônio Carletto, vice-presidente e diretor geral da Ogilvy One e da Ogilvy Interactive, Fernand Alphen, diretor de criação da F-Nazca e diretor de ética da AMI, Gil Giardelli, vice-presidente de novos negócios da E-mail Company, Matinas Suzuki, co-presidente do iG, e Patrícia Peck, especialista em Direito de Internet e responsável pelo planejamento estratégico da Y&R 2.1.

Para diferenciar o envio de e-mails de publicidade da prática de spam, o Comitê sugere que o código de ética do e-mail marketing seja baseado na permissão do internauta (opt-in) e que os e-mails com conteúdo publicitário não sejam enviados a endereços eletrônicos corporativos gerais.

“E-mail não é identidade virtual. É um endereço virtual assim como telefones e endereços residenciais. Portanto, é passível de constar em listas e de ser alvo de mensagens. O objetivo do Comitê é criar parâmetros e padrões para que se evitem abusos”, explica Santiago.

Segundo a Jupiter Communications, as receitas mundiais com e-mail marketing irão atingir US$ 7,3 bilhões em 2005 e o volume de mensagens atingirá a média de 1,6 mil e-mails por caixa postal até o final deste ano.

Com base nas discussões entre os integrantes, em melhores práticas internacionais e em uma pesquisa sobre a imagem do e-mail marketing junto aos mercados corporativo e de consumo, o Comitê pretende disseminar o código de ética entre outras associações do mercado, que englobem tanto agências, como fornecedores de listas e provedores de acesso à Internet, incluindo a Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet). (segue)

Daniela Braun

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