Bordados do Seridó serão vendidos através da internet

Uma loja virtual para comercialização de bordados de Caicó e Timbaúba dos Batistas, para o mundo, será criada através do site do Banco do Brasil, para expandir cada vez mais a venda da produção artesanal dos dois municípios. A informação foi dada por Arlete Silva, presidente do Comitê de Associações e Cooperativas de Artesanato do Seridó, que estará participando de hoje até o próximo dia 8 de maio, da Feiarte de Curitiba, no Paraná, levando para comercialização em torno de R$ 22 mil de produtos de cama, mesa e para recém-nascidos.

A associação das bordadeiras de Caicó está em fase de produção de 800 peças, avaliadas em 11 mil reais, que serão entregues para o Itamaraty em Brasília. ‘‘São guardanapos, jogo americano e bandejas, para substituir as atuais peças usadas nos cerimoniais da Presidência da República’’, afirma Arlete Silva.

Ela explica que a concorrência ganha pelas bordadeiras de Caicó, foi uma disputa com produtos de Sergipe, Alagoas, Maranhão, Goiás e do Distrito Federal. ‘‘Uma funcionária do Itamaraty esteve em Caicó, trazendo peças e nós produzimos, semelhantes, o mesmo que ocorreu com os outros estados concorrentes, só que nós ganhamos pela melhor qualidade’’, disse a presidente do comitê.

Em virtude dessa compra, o Comitê das Cooperativas e Associações, já conseguiu uma empresa representante dos bordados do Seridó, que está instalada em Brasília e Goiânia. ‘‘Nosso pensamento é que muito em breve, teremos representantes para comercializar os nossos produtos, em todas as capitais do Brasil, além da nossa loja virtual que estaremos implantando no site do Banco do Brasil’’, disse a artesã.

Em Caicó, na zona urbana e na zona rural, o Comitê, iniciou cursos de requalificação de bordadeiras, para melhorar a qualidade da produção. Segundo Arlete Silva, a Associação das Bordadeiras conta com 100 associadas, outras 400 têm produtos de primeira qualidade, mas cerca de 2.500 mulheres em Caicó, que atuam no setor de bordados, precisam melhorar o padrão.‘‘Quando lançarmos a nossa loja virtual, com certeza a procura vai ser bem melhor e precisaremos de uma maior produção’’, argumentou Arlete Silva.

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