Áudio-livros chegam ao Brasil


03/10/2005

Os livros gravados, que já foram considerados um resumo para leitores preguiçosos, vêm seduzindo pessoas dos mais diversos níveis culturais, que aproveitam para “ler”, enquanto fazem outras coisas.

No Brasil, áudio-livro é freqüentemente ainda sinônimo de produções para as crianças e as pessoas com deficiências visuais, sob a forma de cassetes ou CD.

No entanto, com o advento da revolução digital, este novo tipo de produto tem tudo para revolucionar os hábitos de leitura. Alguns admiradores dos áudio-livros afirmam que, apenas depois de começarem a ouvir livros, perceberam o quanto negligenciavam a língua. O lançamento dos áudio-livros no Rio, é uma aposta da editora VOolume, que lançou este mês o site onde o consumidor poderá carregar conteúdos culturais em versão áudio.

Batizado voolume.com.br, este site oferece um serviço que visa um público bem abrangente e propõe-se a acabar com os habituais clichês ligados ao audiobook ou áudio-livro. O seu slogan: “Leia de ouvido!”

Entretanto, os obstáculos ligados a este mercado são ainda numerosos, destaca Patrick Osinski, diretor da empresa, sobretudo no que concerne às editoras brasileiras de livros comuns. Embora nos Estados Unidos existam mais de 400.000 clientes e o áudio-livro tenha gerado um volume de negócios de 39 milhões de dólares em 2004, não pretendemos reproduzir em 100% o modelo americano.

Já estão disponíveis autores como João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado, Mario Feijó, além dos autores clássicos, como Machado de Assis, Lima Baretto, Oscar Wilde, a coleção Folha Explica, e algumas surpresas raras. No caso de não haver disponibilidade de uma determinada obra, existindo demanda, o site de encarrega de produzir o áudio-livro.

O catálogo brasileiro compõe-se de títulos procedentes da literatura clássica e contemporânea, de métodos de aprendizagens lingüísticos e de desenvolvimento pessoal, e em breve, de emissões de rádio e notícias de jornais e revistas.

Site relacionado: www.voolume.com.br

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