Web em três dimensões: o futuro da internet

09/01/2008

Se para Philip Rosedale, CEO da Linden Lab, "os mundos virtuais podem ser o próximo passo na evolução da internet", para os especialistas Carlos Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil, e Vicente Tardin, editor do site especializado em novas tecnologias Webinsider, o futuro da rede mundial de computadores será um pouco diferente, pelo menos no Brasil. Na opinião deles, a grande barreira é o acesso ao metaverso, que exige computadores com maior capacidade de processamento 3D e conexão de banda larga.

"A banda larga está mais acessível no Brasil, mas ela ainda está longe de ser o modo como a maioria das pessoas navega", diz Ximenes. "E a internet será sempre pautada pela maioria dos usuários e é o padrão de navegação que dirá qual produto terá sucesso ou não." Tardin também lembra que o custo de produção de conteúdo 3D ainda é muito alto, se comparado ao número de pessoas atingidas. "Por enquanto, os mundos virtuais não alcançam o grande público", diz Tardin.

Para 2008, Ximenes prevê o uso mais intenso das redes sociais, não só as recreativas, mas as profissionais e as dedicadas a temas específicos. "O uso social da internet não é uma moda passageira, ele veio para ficar." Ximenes não vê o Second Life como uma febre, mas lembra que ainda não se provou para que serve o mundo virtual. "Hoje, para muitos usuários, ainda é diversão. Um jogo."

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