Web abre espaço para pesquisa de vídeos

27/02/2007

A World Wide Web (ou rede mundial de computadores) está inundada de vídeos digitais, mas muitas vezes não conseguimos encontrar os arquivos que queremos ou navegar até o que pode nos interessar.

É um desperdício, pois se pudéssemos pesquisar os vídeos na internet, eles poderiam se tornar o conteúdo de uma emissora global, assim como o hipertexto da web, depois de organizado e restringido por pesquisa, tornando-se matéria de uma biblioteca universal.

Precisamos, como afirma Suranga Chandratillake, co-fundador da Blinkx, empresa de São Francisco, de um controle remoto dos vídeos da web, um tipo de TV Guide eletrônico. E é exatamente isso que ele oferece.

Os vídeos se multiplicaram em redes sociais como o YouTube e o MySpace, assim como nos sites de notícias e entretenimento devido ao surgimento do compartilhamento de vídeos, vídeos produzidos por usuários, armazenagem digital gratuita e redes de banda larga e Wi-Fi.

 Tráfego

Atualmente, devido à proliferação de arquivos de grande volume, os vídeos são responsáveis por mais de 60% do tráfego na internet, segundo a CacheLogic, uma empresa de Cambridge, na Inglaterra, que comercializa “sistemas de entrega de mídia” para provedores de serviço de internet. “Imagino que dentro de dois anos esse número atingirá 98%”, disse Hui Zhang, cientista da computação da Carnegie Mellon University, em Pittsburgh.

Mas os mecanismos de pesquisa como o Google, desenvolvidos durante a primeira era da rede, baseada em texto, têm um desempenho insatisfatório no que se refere à pesquisa nessa maré cada vez mais alta de vídeos. Isso se explica pelo fato de que eles não pesquisam os vídeos em si, mas sim coisas associadas a eles, incluindo textos de uma página web, “metadados” usados pelos computadores para exibir ou entender as páginas (como palavras-chave ou rótulos semânticos que descrevem diferentes conteúdos), sufixos do arquivo de vídeo (como .mpeg ou .avi), ou títulos e legendas.

Nenhum desses métodos é muito eficiente. Muitos vídeos da internet possuem pouco texto ou textos ocultos, e os videoclipes não têm metadados. Quando os possuem, induzem a erros. Os tocadores de vídeo modernos não revelam os sufixos do arquivo de vídeo, e os títulos e legendas capturam com imperfeição as palavras faladas no vídeo.

As dificuldades em saber que vídeos estão em qual lugar desafiam o crescimento dos vídeos na internet. “Se houver centenas de milhões de horas de conteúdo em vídeo on-line precisamos encontrar uma maneira eficiente e escalável de pesquisá-lo”, disse Chandratillake.

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