Vôos mais baratos na internet


11/10/2005

Quem quer voar navega pela internet. A afirmação, com cara de ditado popular adaptado para o mundo hi-tech, torna-se a cada dia mais verdadeira. Comprar passagens aéreas pela web deixou de ser um bicho-de-sete-cabeças, e um número crescente de pessoas prefere a comodidade de decidir quando e como vai viajar com apenas alguns cliques no computador. Além da praticidade, há também a vantagem de se economizar com o preço das tarifas.

Ninguém precisa ser um profundo conhecedor de micros ou de como usar a internet para aproveitar essas possibilidades. As principais companhias de aviação nacionais e internacionais mantêm sites fáceis de usar e apostam na venda online para diminuir seus gastos.

Para o bolso das empresas, o custo da venda de uma passagem pela web chega a ser até quatro vezes menor do que pelo método tradicional, em que um agente de viagens usa um software específico para fazer reservas. E as companhias prometem repassar parte dessa economia para os passageiros.

Em princípio, todo mundo sai ganhando, desde que os devidos cuidados sejam tomados, como, por exemplo, só realizar a compra por meio de um computador bem protegido e sites seguros.

Os descontos obtidos nos vôos nacionais conquistaram o apresentador da MTV Cazé Peçanha, de 37 anos. Ele está mais do que habituado a entrar nos sites, pesquisar horários e adquirir bilhetes para si mesmo, para a mulher e os filhos. “É o canal”, diz. O apresentador nunca teve nenhum tipo de problema. “Adquirimos, em média, umas oito passagens por ano.” Nas primeiras experiências, Cazé tinha medo de ser roubado por um hacker ao digitar o número de cartão de crédito na internet para concluir a compra. “Depois, desencanei”, lembra. “Falei pra mim mesmo: ‘Vou começar a usar e ver qual é’.” Deu certo. Hoje, ele só recorre a uma agência de viagens quando vai para o exterior.

Mas quem se aventurou ao fazer uma compra fora do País não se arrepende. O advogado Cassiano Inserra Bernini, de 29 anos, estava em férias perto de Hannover, na Alemanha, quando decidiu visitar um amigo em Londres. Não teve dúvidas. Entrou na home page da easyJet (www.easyjet.com) e comprou os trechos de Berlim até a capital britânica e de lá para Amsterdã – onde pegaria o avião de volta para o Brasil – por cerca de € 120 (R$ 350). “Fiz todo o trajeto sem ter de entrar em uma agência, sem burocracia.”

O crescimento desse mercado é visível. A TAM (www.tam.com.br), por exemplo, vendia 55,9% das suas passagens aéreas pela internet em 2003. No ano passado, o volume chegou a 74,2%. Na Gol (www.voegol.com.br), a quantidade passou de 13,2% em 2001 para 80% este ano. Apesar de na Varig (www.varig.com.br) os bilhetes emitidos pela internet representarem só 2,5% do total, o número de tíquetes eletrônicos aumentou 900% entre 1998 e 2004.

Para conquistar clientes, os sites apostam em tarifas diferenciadas ou promoções por tempo limitado. Uma boa dica para aproveitar as melhores oportunidades é pesquisar com bastante antecedência – e ver se o call center não tem preços menores. Se você quiser dar uma relaxada no Natal ou no réveillon, deve começar a vasculhar a web desde já. Na hora de adquirir o bilhete, basta tomar os mesmos cuidados de qualquer compra pela rede.

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