Vídeo na Web é tendência de 2005 nos EUA; popups não


24/01/2005

NOVA YORK (Reuters) – O vídeo online ganhará impulso como formato publicitário nos Estados Unidos em 2005, estimulado pelo uso de conexões de Internet de alta velocidade. Enquanto isso, os popups, janelas que surgem automaticamente sobre a página que o internauta tenta ler, perderão importância, de acordo com um estudo divulgado na quinta-feira.

Em relatório de pesquisa sobre as tendências da publicidade online, a Avenue A/Razorfish, uma agência de publicidade na Internet, previu que os anunciantes vão aderir ao vídeo online em 2005, com base no interesse demonstrado pelos consumidores no ano passado. A Avenue A/Razorfish é a maior agência independente de publicidade online norte-americana, parte da aQuantive .

“Eu não me surpreenderia se cada um dos portais de Internet tornasse o vídeo um de seus dois focos principais em 2005”, disse Jeff Lanctot, vice-presidente de mídia da Avenue A/Razorfish, à Reuters. “Acredito que todos vejam esse método como forma de desenvolver mais negócios de longo prazo.”

Os analistas do setor esperam que o investimento publicitário na Internet cresça em entre 20 e 40 por cento este ano, para mais de 10 bilhões de dólares nos EUA, incluindo resultados pagos de busca e publicidade visual.

O crescimento já vem animando as principais empresas de Internet, que dependem pesadamente de receita publicitária. O Yahoo anunciou esta semana uma alta de 67 por cento em suas receitas com serviços de marketing. O Yahoo opera um dos maiores portais da Internet, enfrentando rivais como MSN, parte da Microsoft, e America Online, parte da Time Warner. O MSN lançou um serviço grátis de vídeos online no ano passado, oferecendo aos usuários acesso a clipes curtos de notícia e entretenimento, acompanhados por publicidade.

“Existem muitas oportunidades para programação em vídeo na Web”, disse Doug Knopper, vice-presidente sênior da DoubleClick, uma empresa de serviços de marketing. “Ainda não compreendemos, setorialmente, qual seria o melhor modelo de negócios, mas as experiências todas envolverão o uso do vídeo.”

Por Michele Gershberg

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