Versão beta do UnitedLinux sai na próxima semana

A UnitedLinux, associação de empresas especializadas no desenvolvimento do sistema operacional livre, vai lançar a primeira versão beta de seu produto na próxima semana. O consórcio – do qual fazem parte a alemã SuSe, as norte-americanas TurboLinux e SCO e a brasileira Conectiva – foi criado para formalizar o desenvolvimento do Linux para o mercado corporativo. A idéia é padronizar ferramentas e ter representação única em várias regiões do mundo.Atualmente, o Linux é desenvolvido por uma série de grupos e organizações com a colaboração de milhares de pessoas em todo o mundo, o que resulta em várias versões do mesmo núcleo do sistema operacional. “Queremos uma certificação global para o Linux”, afirmou Paula Hunter, nova gerente-geral da UnitedLinux, durante teleconferência, na quarta-feira.A nova executiva contratada pela associação tem como prioridades atender as necessidades dos clientes corporativos e garantir novas parcerias com fabricantes de hardware e software para a distribuição global do sistema, que compete com o Windows, da Microsoft. A versão final do UnitedLinux deve sair entre outubro e novembro. O preço do produto, porém, ainda não foi definido.A associação afirmou que o sistema será distribuído gratuitamente para propósitos de pesquisa, mas que uma quantia será cobrada dos usuários comerciais. A UnitedLinux surge num momento em que empresas especializadas em Linux promovem parcerias com grandes companhias de informática. Um exemplo disso é a norte-americana IBM, que anunciou na segunda-feira a expansão de seu acordo com a distribuidora Red Hat para vender o sistema operacional em toda a sua linha de servidores.Perguntada sobre a crescente competição que alianças desse tipo podem representar para a recém-criada UnitedLinux, a gerente-geral da associação afirmou que a estrutura da organização a permite atuar em diversos mercados. “Temos desenvolvido para plataformas Intel e IBM e é preciso uma presença global para fornecer suporte, vendas e desenvolvimento, o que não pode ser feito por outras empresas agora”, disse Hunter.

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