Vendas online de viagens na Europa vão atingir 30,7 bilhões de euros

23/06/2006

A Forrester Research prevê que as vendas online de viagens de lazer na Europa atinjam este ano 30,7 bilhões de euros, mais 42% que em 2005, e que em 2007 cresçam mais 27%.

Em declarações ao “eyefortravel”, Henry H. Harteveldt, vice-presidente e analista principal da Forrester, afirmou que os factores que mais estão a influenciar este incremento são a disseminação da internet banda larga, a adaptação das formas de pagamento online aos consumidores e a consolidação das low costs, que têm um modelo de comercialização assente na internet. Como exemplo referiu que a maior penetração da banda larga em Espanha e Itália leva a que as vendas online de viagens de lazer seja proporcionalmente superior à disseminação do acesso à internet.

Quanto aos factores que travam o desenvolvimento, Harteveldt apontou as dificuldades decorrentes da existência de diferentes línguas nacionais, bem como uma atitude menos agressiva por parte das companhias aéreas para incentivarem os consumidores a comprarem online. “Se realmente estiverem focadas em incrementarem as vendas online, têm que fazer os seus wbsites no sentido de servirem melhor as necessidades dos cliente, bem como reestruturar os seus processos de negócio no sentido de suportar esta estratégia”, afirmou.

Harteveldt deu como exemplo que nos Estados Unidos algumas companhias aéreas estão a fechar os seus balcões de vendas e a cobrar dez dólares nos bilhetes vendidos nos call centers e aeroportos. Em sua opinião, por outro lado, é preciso que mudem algumas práticas comerciais, como seja o facto de os computadores serem mais caros na Europa que nos Estados Unidos, a não disponibilização dos sites em várias línguas nacionais e aplicação de taxas de serviço.

O vice-presidente da Forrester disse que a análise da companhia aponta para que, depois de uma vaga de aquisições na Europa por parte dos gigantes norte-americanos do online a tendência seja agora, em função da evolução das moedas, para serem os europeus a fazerem aquisições no mercado norte-americano.

Harteveldt comentou ainda que a “guerra” actualmente tanto entre as vendas online e offline quanto entre canais de comercialização, nomeadamente entre os sites dos fornecedores e os grandes portais de vendas (intermediários).
Relativamente à primeira “batalha”, Harteveldt referiu que 18% dos consumidores pesquisam as suas viagens online e depois concretizam a compra offline. Quanto à segunda, salientou que os consumidores têm a percepção de que compram mais barato e têm mais alternativas nos intermediários, mas que os sites dos fornecedores são vistos como mais confiáveis, rigorosos e com mais funcionalidades.

Harteveldt prognostica que os fornecedores serão o vencedores desta batalha  e daí que prognostique que estes sairão vencedores, acrescentando que se a procura destes continuar a evoluir fortemente os intermediários ver-se-ão com menos oferta ou com excesso de oferta de marcas menos populares.
Em sua opinião, é no longo curso que as agências online têm mais futuro, já que nestes casos os consumidores têm menos conhecimento dos destinos e podem valorizar mais o papel dos agentes.

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