Usuário controlará banners no futuro, diz estudo


27/04/2005

A DoubleClick divulgou na semana passada um estudo mostrando quais as tendências do marketing na web após dez anos do surgimento do primeiro banner de propaganda, veiculado pela operadora norte-americana de telefonia AT&T em 1994, bem como dados sobre o desenvolvimento desse ramo de negócio no período.

Segundo a empresa, no futuro o próprio internauta controlará os anúncios que quiser olhar. A DoubleClick afirma que essa é uma tendência confirmada com o movimento crescente da “mídia popular” – blogs, comunidades de relacionamento social e podcastings (programas inteiros em áudio prontos para serem ouvidos em tocadores portáteis de MP3).

Entre 2003 e 2004, por exemplo, a DoubleClick afirma que a propaganda na internet mostrou crescimento de 31,5%, enquanto a mídia na televisão cresceu 10% e 7,4% para anúncios de rua (outdoors, por exemplo), no mesmo período.

Entre 2000 e 2002, após o estouro da “bolha da internet”, os investimentos em propagandas na web nos Estados Unidos diminuíram cerca de 25%, enquanto o número de internautas cresceu a taxas de 7% anuais no país. Naturalmente, após 2002 os investimentos voltaram a crescer, sendo que em 2003 chegaram a 7,3 bilhões de dólares e, em 2004, a 9,6 bilhões – crescimento médio de 32% por ano. Durante 2003 e 2004, entretanto, internautas norte-americanos e os cliques gerados por eles cresceram apenas 5%.

Outro dado relevante coletado pela DoubleClick foi que, em 2004, 30% dos cliques em anúncios pela web foram em banners desenvolvidos por empresas presentes no ranking da Fortune, que classifica as 500 maiores companhias do mundo por ordem de faturamento. No entanto, de acordo com o Interactive Advertising Bureau (IAB), as buscas patrocinadas – nas quais é mostrado um anúncio relevante ao conteúdo que o usuário acessa – já contabilizam 40% do total de receitas geradas com marketing.

Para o futuro, a DoubleClick prevê que as empresas migrarão para outros tipos de anúncios, abandonando os banners e partindo para vídeos, tecnologia flash com interatividade, áudio e outros tipos de “mídia rica”. Atualmente, cerca de 97% dos anúncios nesse tipo de mídia são desenvolvidos em tecnologia Flash, da Macromedia, empresa adquirida esta semana pela Adobe por 3,4 bilhões de dólares.

O estudo sugere que, em um futuro próximo, os anúncios serão cada vez mais interativos e selecionados de acordo com os gostos do usuário. Atualmente, 39% das propagandas veiculadas na web pelas 500 empresas do ranking da Fortune utilizam tecnologia Flash. (segue)

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