Tecnologia muda hábitos de consumo, comportamento e trabalho da população

09/11/2006

“Me manda um e-mail”, “me liga no celular” ou “a gente conversa pela internet”. Quem nunca se deparou com conversas assim ou nunca usou uma das frases acima que atire a primeira pedra.

A tecnologia está em todo lugar e, de acordo com o colunista do Diário do Comércio, Guido Orlando Jr., diferentemente do que muitos pensavam, ela não chegou para que tenhamos mais tempo livre e também não é a grande causadora do desemprego da população.

Segundo o especialista, diversos mitos sobre o assunto devem ser quebrados com as experiências do dia-a-dia.

Tempo livre é ilusão
De acordo com o especialista, desde que a tecnologia foi inserida na vida das pessoas, passamos mais tempo trabalhando do que nos divertindo. “E mesmo quando estamos fazendo isso, em férias, por exemplo, existe sempre o risco do celular tocar para sermos consultados sobre algum assunto da empresa”, exemplifica.

Além disso, é comum que turistas, antes de fechar um pacote de viagens, por exemplo, chequem se o hotel oferece acesso à Internet ou se nas imediações do local tem, além de restaurantes e teatros, um cyber café. Afinal, como ficar tanto tempo – seja um ou dez dias – sem checar os e-mails?

Com as crianças é a mesma coisa. “Lição de casa pelo computador, videogame para brincar, TV para se distrair, voltar ao computador para conversar online”, enumera Orlando Jr. sobre a rotina dos pequenos.

Tecnologia não causa desemprego
Mais um mito que deve ser quebrado, na opinião do especialista. A idéia de que a máquina chegou para substituir o trabalho do homem ainda assusta muita gente, no entanto, para Orlando Jr., a tecnologia não só não desemprega como também gera oportunidades.

“A questão é de qualificação profissional e não de extinção de postos de trabalho”, revela. “Não é raro encontrar desempregados das fábricas trabalhando no mercado informal de tecnologia, vendendo CDs e DVDs em bancas de camelôs. Ou então trabalhando em ‘fábrica’ de fundo de quintal que monta microcomputador”, ironiza.

Comércio online
As compras online, facilidade para o consumidor internauta, também caíram no gosto da população.

Este ano, ao contrário dos anos anteriores, quando a expansão do comércio online era alimentada pelos consumidores das classes A e B, o usuário de classe C será o principal responsável pelo crescimento.

A explicação é que os sites sentem agora os efeitos da popularização do computador, iniciada no ano passado, quando os preços despencaram e os financiamentos aumentaram.

No Brasil, depois da fase da desconfiança, o mercado já conta com 6,8 milhões de e-consumidores e as estimativas são de que o comércio eletrônico feche o ano com faturamento de R$ 4 bilhões.

InfoPessoal

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