Spam cresce, irritação do internauta diminui


12/04/2005

Os internautas norte-americanos estão recebendo um número maior de mensagens indesejadas mesmo após a entrada em vigor da lei CAN-SPAM, um ano atrás.

No entanto, grande parte dos usuários considera que o impacto prejudicial destas mensagens diminuiu, revelou uma pesquisa conduzida pelo instituto Pew Internet & American Life Project divulgada no domingo.

De acordo com a pesquisa, 28% dos 1.421 internautas entrevistados declararam receber mais spams do que um ano atrás, ao passo em que 22% deles apontaram o recebimento de menos mensagens indesejadas.

No que diz respeito às contas corporativas, 21% dos usuários de e-mail no ambiente de trabalho afirmaram receber mais mensagens indesejadas, frente a 16% que declararam o contrário.

No entanto, apesar do volume de spams ser maior em 2005, o efeito negativo que estas mensagens têm na experiência de uso do e-mail parece estar mais ameno.

Cinquenta e três por cento dos entrevistados disseram que os spams deixaram os e-mails menos confiáveis, volume nove pontos porcentuais inferior ao registrado em 2004.

Do total, 22% dos usuários de e-mail declararam que o spam reduziu o uso do e-mail, frente a 29% verificados no ano passado.

Além disso, 67% dos entrevistados destacaram que os spams tornaram a experiência online desagradável ou irritante, na comparação com 77% no ano passado.

Educação do internauta

O estudo comprova também que existe pouca evidência de que os usuários de e-mail aprenderam mais sobre como se ajudarem no combate ao spam.

Apesar de muita publicidade e de várias reportagens na mídia a respeito das mensagens não-solicitadas, não existiram mudanças significativas no conhecimento da população sobre o assunto.

Em junho de 2003, 57% dos usuários disseram ter ouvido “um pouco” ou “muito” sobre spam. Em janeiro de 2005, cerca de 19 meses depois, o número atingiu 60%.

O posicionamento dos usuários frente às ofertas de produtos por spam também permaneceu estável. Hoje, cerca de 6% dos entrevistados compram produtos ou serviços que chegarma por spam, na comparação com 7% em junho de 2003.

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