Revolução digital cria a mídia do futuro

AMSTERDÃ – As imagens da nova televisão são incrivelmente perfeitas na cor, nitidez, brilho e contraste. O som revela pureza quase absoluta. A internet de banda larga desenvolve novos métodos para transportar o conteúdo do rádio e da televisão, com a mesma qualidade da TV a cabo. Como isso deve tornar-se realidade em menos de quatro anos, é bom que já nos acostumemos com os futuros nomes pelos quais serão chamados esses meios nossos conhecidos: rádio-IP e TV-IP (a sigla IP significa Internet Protocol). E tudo passa a ser digital nesse novo mundo das comunicações e da informação eletrônica. Eis aí um retrato dos caminhos que se abrem para esta primeira década do século 21, segundo os especialistas reunidos no maior evento mundial da mídia eletrônica, a Conferência Internacional de Radiodifusão (International Broadcasting Conference), encerrada terça-feira na Holanda. Para esses especialistas, a revolução digital chegou de forma irreversível ao rádio, à televisão e ao cinema. Há, no entanto, um claro descompasso entre os avanços tecnológicos e a crise econômica mundial, que posterga a implementação de quase todos os novos produtos e serviços. A própria exposição foi um exemplo disso, com a ausência de grandes corporações. Benefícios – A era analógica está morta, afirmam os mais ousados, embora lhe creditem incontáveis benefícios trazidos à humanidade. E parecem ter razão, pois, pela primeira vez, um evento mundial comprova que a digitalização deixa de ser simples possibilidade, para se transformar em linguagem única para a tecnologia da informação e para as comunicações. A tecnologia digital se revela insuperável, em especial por garantir muito maior qualidade, confiabilidade, redução de custos e versatilidade às comunicações. É essa tecnologia que nos conduz à convergência de mídias, integrando praticamente todas as formas eletrônicas de comunicação, de informação e de entretenimento. Ethevaldo Siqueira

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