Redes sociais forçam marcas a mudarem comportamento

27/10/2010

A Millward Brown – que no Brasil pertence ao Grupo Ibope – lançou um serviço global de pesquisa qualitativa. Batizada de Firefly, a nova marca agrega agências nos 40 países em que a empresa atua e as coloca sob um mesmo guarda-chuva, formando uma equipe que virtualmente possui cerca de 300 funcionários.

Para estrear, a Firefly mostrou o estudo "As marcas e a Dinâmica do Consumidor nas Redes Sociais", desenvolvido exclusivamente no meio digital em nove países, entre eles o Brasil. Os resultados foram apresentados pela diretora de pesquisa qualitativa da Firefly, Marina Fernandez, que destacou qual deveria ser o comportamento das marcas frente ao tipo de consumidor que surgiu com as redes. Este, segundo ela, "passa a fazer parte da experiência da marca, ao invés de ser apenas um espectador".

O estudo concluiu que sites como Twitter e Facebook alteraram a forma como os consumidores são impactados e eles também querem que as empresas ajam como amigas, não mais como grandes corporações. "Amigo também entre aspas", disse Marina, "a marca tem que saber se condicionar. Ela é uma marca, nunca vai ser um amigo pessoal, mas ela tem que saber as regras dentro daquele ambiente", afirmou.

Ao Adnews, Marina falou sobre algo que acontece comumente no mercado mas que prejudica muito a imagem das companhias: colocar um estagiário para cuidar da comunicação com os clientes nas redes. "Por um lado eles têm a vantagem te estar, pela própria idade, integrados com as redes, mas não têm propriedade para responder sobre alguma crítica", afirmou. Mas ela ressaltou que o problema não é a idade do funcionário. "Não é que não possa ser alguém que está começando, mas tem que ser alguém que tenha cuidado, que seja bem treinado e que tenha propriedade para falar em nome da marca."

Marina destacou que as empresas precisam seguir "as novas regras do jogo", e um dos principais pontos é tratar a rede social como um ambiente familiar, então o contato com o consumidor tem de ser feito como num relacionamento. O cliente "se sente incomodado quando você tenta invadir logo de início", disse.

A diretora afirmou que as pessoas não gostam quando no primeiro contato a empresa pede pra preencher um formulário. "Você está no primeiro encontro e já quer saber tudo da minha vida? Não é assim. Tem que ter uma fase de namoro", comentou, "precisa dar oportunidade para ele [cliente] te conhecer, se ele quiser se cadastrar, se quiser divulgar suas informações. Não tem que ser tão invasivo no primeiro encontro".

Por Leonardo Pereira

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