Rede social do Google é febre na Internet


11/02/2004

“Orkut – José da Silva has added you to his friends list”. Se você tem vários amigos espalhados por toda a Internet e ainda não recebeu um e-mail como este, provavelmente vai receber em breve. A nova “rede social”, criada por Orkut Buyukkokten, funcionário do Google, se espalha rapidamente.

Nos dois primeiros dias de fevereiro, 100 mil novos usuários se cadastraram no sistema, um ritmo de crescimento muito superior ao dos concorrentes como o Friendster ou Tribe. O número é ainda mais impressionante se você considerar que a inscrição não é aberta a todos os internautas. É preciso ser convidado por alguém que já é membro para poder entrar.

O Orkut, que ainda é um protótipo, funciona mais ou menos assim: quando uma pessoa te adiciona à lista de amigos, você também pode adicioná-la à sua, se a amizade for recíproca, ou deixá-lo de fora. Você também pode se declarar “fã” de um amigo, deixar mensagens, escrever um testemunho sobre ele, adicionar ele (ou ela) à lista de pessoas por quem você tem uma “queda”, e por aí vai. Os usuários também podem se organizar em “comunidades”, e criar fóruns de discussão sobre temas variados.

E à medida que a sua “rede social” vai crescendo e você entra em contato com amigos, amigos dos amigos ou outros usuários com os mesmos interesses que você, o potencial do Orkut começa a surgir. De sua rede podem surgir parceiros de escalada, oportunidades de negócio ou até mesmo o grande amor de sua vida.

Todo o burburinho ao redor do serviço, que ainda é um protótipo, já gerou até um mercado negro. Membros estão vendendo convites a US$ 2,00 cada. No eBay, convites chegaram a ser leiloados por até US$ 10,00.

Contudo, o Orkut também tem um lado sombrio. Há uma cláusula nos termos de adesão ao serviço que garante aos proprietários do sistema direitos a tudo o que você fizer, disser ou postar no sistema. Seja uma piadinha, um trecho de seu novo romance, a letra de uma música, uma nova imagem, ou um algoritmo para resolver um complicado problema de programação. (segue)

Rafael Rigues

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