Rádio via internet avança, mas problemas persistem No ratings yet.


01/06/2005

Como um gigante adormecido, o rádio via Internet vem discretamente atraindo mais e mais ouvintes e verbas publicitárias, o que leva alguns especialistas a prever que em breve terminará por ofuscar a popularidade das rádios via satélite e de aparelhos como o iPod.

Empresas como a Arbitron, que mensura índices de audiência, já dizem que 37 milhões de norte-americanos usam rádios via Internet pelo menos uma vez por mês, ante 11 milhões quatro anos atrás.

Com sua audiência crescente, essas rádios poderiam começar a obter fatia maior dos 11 bilhões de dólares investidos anualmente em publicidade online. Mas as rádios online enfrentam obstáculos, dizem seus proponentes, porque as leis sobre direitos autorais digitais as tornam menos viáveis do que suas rivais.

“O potencial de crescimento é imenso, mas há desafios significativos. A indústria fonográfica está fazendo o possível para manter as rádios via Internet confinadas”, disse Jonathan Potter, diretor executivo da Digital Media Association, à Reuters.

No entanto, acrescentou ele, os produtores de música “deveriam estar trabalhando em formas de estimulá-las”, a fim de capturar audiência pagante para os artistas musicais que representam.

O grupo de Potter está pressionando o Congresso há anos pela atualização das leis de direitos autorais que requerem que as operadoras de rádio na Internet paguem royalties às gravadoras.

Mas restrições continuam a prejudicar o crescimento da mídia. As rádios via Internet só podem tocar quatro canções de qualquer determinado artista por período de três horas e estão restritas no que tange a promover a gravação do conteúdo que fornecem, ao contrário do que acontece com os operadores de rádio via satélite.

“Precisamos esclarecer e simplificar as leis sobre o rádio via Internet a fim de promover o crescimento desses serviços,” disse Potter, cujo grupo representa pequenos grandes operadores de rádio via Internet, entre os quais a divisão America Online da Time Warner, o Yahoo e a RealNetworks .

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