Publicidade: presença na web é obrigatória

15/05/2008

Deve ter sido assim quando inventaram o rádio, depois quando inventaram a televisão, depois quando criaram o computador e por aí vai: muita especulação sobre a co-existência das mídias antigas perante as novas ferramentas. É o que acontece agora, com a publicidade online, a cada dia mais fervilhante, em relação à propaganda tradicional.

“Há competição, muita. Mas ela é saudável se soubermos aproveitar, já que o mercado de publicidade está aquecido como um todo. Vai se sair bem quem souber trabalhar com multimeios, ou seja, usando as mídias tradicionais e as potencialidades imensas da web”, declarou o diretor de Negócios de Mídia da AgênciaClick, André Chueri, falando sobre o assunto nesta quarta-feira, 14, durante o IAB Media 2008, realizado em Porto Alegre.

O evento foi promovido pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) para apresentar um panorama da publicidade digital no país. Outro palestrante foi o presidente da entidade e diretor geral do Terra, Paulo Castro. “As empresas estão se perguntando hoje o que fazer, se continuar com suas agências publicitárias de sempre ou partir para contratos com companhias que trabalhem com a mídia web. A resposta é simples: integração. É preciso integrar as mídias, utilizar-se de todas para realmente atingir o público”, declarou o gestor.

Fábia Juliasz, diretora executiva do Ibope/NetRatings e outra painelista do IAB Media, concorda inteiramente com a idéia. Porém, é ainda mais enfática quanto à Internet. “É preciso investir nas mídias tradicionais, sim. Mas não fique de fora da web, que hoje atinge públicos em casa, no trabalho, em lan houses, espaços públicos e até na rua, pelo celular. Não faz sentido não ter presença neste meio”, salientou ela.

O discurso é sustentado por números do próprio Ibope/NetRatings. Segundo pesquisa do instituto, o Brasil possui atualmente em torno de 40 milhões de internautas com 16 anos ou mais. Com este índice, o país fica à frente do Reino Unido, que possui 38,9 milhões; da França, com seus 32,5 milhões; da Itália, com 31,5 milhões, e da Espanha, com 26,7 milhões. Liderando o ranking, entretanto, estão os Estados Unidos, com 193,7 milhões de internautas.

Ainda de acordo com Fábia, de 2006 para 2007 o percentual de acesso domiciliar à Internet no Brasil subiu de 42% para 47%, enquanto no local de trabalho a ascensão foi de 21% para 23%. Já entre 2000 e 2008, a quantidade de usuários de web ativos únicos no país triplicou: de 08 milhões para 24 milhões.

Para a diretora do Ibope, não precisa dizer mais nada. “Destes 24 milhões de usuários únicos, o tempo médio de navegação na web é de 24 horas por mês. Um dia inteiro, isso na média! Ou seja: se algum anunciante ainda tinha dúvidas sobre se lançar ou não à Internet, creio que se dissolva aqui!”, finalizou.

Gláucia Civa

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