Publicidade online deve crescer com redes sociais e vídeos online

18/03/2009

O Brasil tem 51 milhões de internautas e é campeão em tempo de permanência on-line. A internet foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2008, pelo segundo ano consecutivo, registrando um aumento de 44% nos investimentos publicitários. É o que revela o Interactive Advertising Bureau (IAB) Brasil, entidade que promove, desenvolve e regulamenta o uso dos meios interativos para ações de comunicação e marketing.
 
"Hoje, podemos dizer que a internet está consolidada como a segunda maior mídia em cobertura do País. As agências e anunciantes estão cada vez mais atentos as diversas oportunidades de investimento publicitário oferecidas. Esses dois fatores contribuíram para que o meio Internet tivesse o maior crescimento publicitário em relação às outras mídias", afirma Guilherme Ribenboim, presidente do IAB Brasil.
 
Apesar disso tudo as empresas de internet do País faturam apenas dois de cada dez reais investidos em publicidade. “A participação da internet nesse bolo é muito pequena, não representa o tamanho e relevância do meio na vida das pessoas”, argumentou Paulo Castro, diretor geral do Terra, durante evento promovido nesta quinta-feira (12/03), em São Paulo, pelo Ibope.
 
Para Jonathan Carson, presidente internacional da Nielsen Online, em tempo de crise mercado repensa onde investir. “Em parte, alguns estão voltando suas verbas para mídias tradicionais (que já são conhecidas). Mas há um outro grupo, que está voltando suas atenções para novas mídias”, ressaltou. Na ocasião, ele apontou que o quadro se inverterá. “Investimentos em mídias sociais tendem a crescer”, apontou.
 
Carson indicou quatro tendências globais que, consequentemente, devem afetar o mercado brasileiro e elevar os gastos com campanhas on-line. Redes sociais são uma delas. “Há dez anos, pessoas conversando em salas de bate-papo era uma atividade esquisita”, comentou.
 
Em pesquisa divulgada esta semana, a Nielsen aponta que dois terços dos internautas no mundo utilizam redes sociais e ficam em média 10% do tempo on-line nesse sites. Destaque para o Brasil, campeão de acesso e permanência. Cerca de 80% dos internautas daqui utilizam Orkut e outras redes, permanecendo até um quarto do tempo nelas.
 
“Alguns desses sites não têm sido bem sucedidos em se monetizar”, observou Carson. “Nos próximos dois anos, vamos tentar encontrar modelos para capitalizar essas redes com publicidade”, completou.
 
Outras tendências
Além das redes sociais, outra aposta são os vídeos. Nos Estados Unidos, a Nielsen descobriu que 76% dos norte-americanos costumam ver vídeos no Youtube e em outros sites. O período de maior utilização é entre as 09 e 17 horas, quando a maior parte das pessoas está no trabalho. “É um novo horário nobre”, disse Carson, argumentando que isso pode causar um impacto no mercado publicitário pois até então imaginava-se que esse era um horário impossível para atingir o público.
 
Apesar do fortalecimento da transmissão de vídeos via internet, isso não deve afetar as emissoras de televisão. O uso simultâneo de vários meios é outra tendência mostrada por ele. E, para finalizar, o uso da internet móvel. No Brasil, apontou Carson, os celulares devem impulsionar o acesso de camadas mais pobres da população à rede.
 
Apesar das dúvidas que pairam sobre publicidade na internet, Carson aconselha: “É lógico que você tem que fazer algumas apostas, mas é um bom momento para experimentar”.

Para 2009, o IAB Brasil estima que a Internet passará a representar uma participação recorde de 4,2% no total dos investimentos publicitários do ano.

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