Publicidade na Net motiva compra do You Tube

Já é oficial. O motor de busca norte-americano Google comprou o YouTube (www.youtube.com), um serviço de vídeo online ainda pouco lucrativo mas já famoso, por 1,65 mil milhões de dólares (1,31 mil milhões de euros), pagos inteiramente em acções. Este negócio, o maior nos oito anos de história do motor de busca, é visto pelo Google como um veículo de marketing muito lucrativo devido à adesão crescente de espectadores e anunciantes ao meio Internet em detrimento da televisão. Segundo o Le Figaro, que cita o site da especialidade eMarketer, o mercado publicitário no sector da difusão de vídeos online deverá multiplicar-se por seis até 2010, chegando aos 1,8 mil milhões de euros, representando 10% da publicidade total na Internet. Mas para alguns analistas, este pode ser o início de uma gigantesca acção judicial para o Google, se a questão dos direitos de autor não for devidamente resolvida.

O YouTube vai manter a sua identidade (separada da do Google Vídeo), os seus 67 empregados, bem como os seus fundadores Chad Hurley, 29 anos, e Steve Chen, 27. A 30 de Setembro, o YouTube era responsável por 47% das visitas aos sites de vídeo, seguido pelo mesmo serviço no MySpace, de Rupert Murdoch, com 22%, e, em último, pelo Google Vídeo com uma quota de 11%.

Na véspera do anúncio do grande negócio, Google e YouTube fechavam parcerias. Assim, YouTube fechou com a Universal Group, Sony BMG e CBS e o Google com a Warner Music Group e Sony BMG.

“A equipa do YouTube construiu uma excitante e poderosa plataforma que complementa a missão do Google de organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”, disse o director do Google, Eric Schmidt. Além de que, acrescenta este co-fundador do motor de busca, “Hoje, somos parceiros naturais na oferta de serviços de entretenimento para os utilizadores, proprietários de conteúdos e anunciantes”. Também Chad Hurley e Steve Chan, que criaram o YouTube numa garagem na Califórnia (EUA), se disseram atraídos pela possibilidade da tecnologia Google permitir aos utilizadores escolherem os seus vídeos com mais precisão.

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