Procura por sites de compra bate recorde em dezembro


21/01/2005

O e-commerce brasileiro fechou 2004 com resultado recorde. Além de registrar seu melhor Natal, com vendas estimadas em 200 milhões de reais, as lojas virtuais também lembrarão de dezembro como o mês em que a procura por sites de compra bateu seu recorde. Segundo o Ibope/NetRatings, 5,6 milhões de internautas residenciais acessaram serviços de e-commerce (comércio eletrônico) no mês passado. O número representa 51,4% dos 10,9 milhões de brasileiros que navegaram pela internet em dezembro e é recorde para o Brasil.

A marca anterior era de junho de 2004, quando 50,1% dos usuários residenciais ativos acessaram sites de compra. Em dezembro do ano passado, a porcentagem foi de 45,3%. Para Alexandre Magalhães, analista de internet do Ibope/NetRatings, dois fatores contribuíram para o estabelecimento do novo recorde.

O primeiro é o tempo que o internauta leva para se familiarizar com os sites de compra e confiar no serviço. Segundo Magalhães, em geral, o internauta só se torna um comprador online efetivo após dois anos do primeiro acesso a um site de compras. Inicialmente, o usuário costuma apenas consultar as páginas, ver as promoções e comparar preços. Depois, passa a comprar produtos de baixo preço, até se habituar ao comércio eletrônico e buscar artigos mais sofisticados. “Como o número de internautas brasileiros continua crescendo, mais gente está aprendendo a comprar pela internet”, diz Magalhães.

Outra razão, são as promoções. Para o analista, o investimento das principais lojas virtuais em descontos e condições diferenciadas de compra no final do ano foram uma grande isca para os consumidores. Um sinal de que os consumidores online estão mais rigorosos com os valores é o aumento das consultas a ferramentas de comparação de preços. “Os acessos a esses serviços crescem acima da média de outros tipos de páginas da internet”, afirma Magalhães.

Apesar de recorde, a audiência dos sites de compra ainda pode crescer no Brasil. Em países desenvolvidos, a porcentagem de usuários residenciais que compram pela internet já supera facilmente os 60%. Na Alemanha, por exemplo, a taxa é de 64,7%; no Reino Unido, 62,1%, e na França, 60,6%

Por Márcio Juliboni

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