Portal corporativo ainda não é visto como estratégico


13/08/2003

As maiores empresas mundiais já possuem ou têm planos para implementar um Portal Corporativo. A tendência é que todo o conteúdo corporativo seja entregue através dessa ferramenta, tanto internamente quanto externamente. O problema é que essa ferramenta ainda não é encarada de forma estratégica na maioria dos casos.

Em 1984, McFarlan propôs uma metodologia para análise do portfólio de aplicações das companhias. Por meio de uma matriz, é possível enquadrar as aplicações em quatro quadrantes: estratégicas, de alto potencial, operacionais e de suporte. O Portal Corporativo ainda é visto por um grande número de empresas apenas como uma ferramenta de suporte. Encarado dessa forma pela alta gerência, é pouco provável que a sua implementação traga os resultados esperados.

A tendência de integração de aplicações em uma só interface é bastante clara e vem se consolidando através do crescente interesse dos grandes players pela interoperabilidade dos produtos e os web services. Aplicações como Business Intelligence e CRM já passam a ser acessadas em diversas empresas através dos portais. Nada mais natural, assim, do que encarar a implementação e o investimento nessa ferramenta como estratégico.

O Delphi Group divulgou, em recente pesquisa, que 46% das falhas na implementação de portais devem-se a fatores não ligados à tecnologia. Questões culturais e relacionadas a processos foram os grandes vilões. Em vez de encarar a ferramenta como estratégica para o negócio, utilizando metodologias de gestão de mudança, sensibilização e treinamento, a responsabilidade da implementação foi inteiramente delegada à equipe técnica. Sem dúvida que a integração de sistemas e a gestão do conteúdo são fatores-chave de sucesso, mas não podemos esquecer que os portais serão acessados por pessoas.

A pesquisa também revelou que a maioria das implementações iniciam com um portal Intranet (B2E), partindo em seguida para acesso externo (geralmente com clientes e fornecedores). Essa abordagem garante que a cultura seja desenvolvida, permitindo que a empresa internalize antes o conceito, para depois levá-lo ao mercado. Nesse contexto, as aplicações de colaboração tornam-se especialmente importantes, pois impactam na produtividade das equipes e nos resultados da companhia. (segue)

Pedro Waengertner

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