Petrobras: o B2B é nosso


16/12/2002

Acostumada a administrar plataformas de petróleo em alto-mar, a Petrobras está se aventurando por novos mares e, com um investimento de apenas 1,5 milhão de dólares, construiu a maior “plataforma digital” do mercado brasileiro. É o Canal Cliente, por onde a estatal escoa sua produção pela internet. No primeiro semestre de 2002, 90% do que a companhia faturou passou por este canal. Em números: 30 bilhões de reais. Isso mesmo, 30 bilhões de reais, quase 30 vezes mais do que a Ford, segunda colocada no ranking B2B DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA do estudo 100 MAIORES COMÉRCIO ELETRÔNICO.

Não deveria ser surpresa para uma companhia que é a maior do Brasil e uma das maiores da América Latina, cujo faturamento vai ultrapassar os 60 bilhões de reais em 2002. Mas é preciso ponderar o desempenho da Petrobras com as demais companhias do ranking.

A Ford e a Intel, segunda e terceira colocadas, respectivamente, são 100% digitais, isto é, todo e qualquer pedido de seus parceiros de negócios é feito por meio da internet. Na Petrobras, 90%. O que as diferenciam são o porte e os mercados em que atuam. A estatal brasileira, apesar do fim do monopólio em sua área, enfrenta uma concorrência quase inexistente, enquanto Ford e Intel estão em segmentos com a demanda em queda e bastante competitivos.

O que não tira os méritos da Petrobras. Por estar numa situação quase monopolista, a estatal poderia não se preocupar com a economia virtual. Mas fez exatamente o contrário. Desde 1997, quando foi quebrado o monopólio do petróleo, começou a desenhar sua plataforma digital para se relacionar com os clientes. “Estávamos passando de um regime fechado para o de mercado aberto”, declara Rodolpho Sivieri, gerente de comércio eletrônico da empresa. “Queríamos oferecer condições atrativas para aquele cliente que comprava da Petrobras por falta de opção.” (segue)

Ralphe Manzoni Jr.

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