Pesquisa diz que spam dá resultado


10/09/2003

E-mail marketing ou spams só servem para entupir a caixa de entrada e dificilmente alcançam o objetivo de quem os enviou, certo? Errado. Uma pesquisa realizada pela WBI Brasil Assessoria de Marketing mostrou que as mensagens com propagandas nem sempre têm como destino certo a lixeira do computador, mas, ao contrário, podem trazer resultados para as empresas.

Segundo o estudo “O uso do e-mail marketing nas corporações brasileiras”, realizado em 357 companhias de junho a julho de 2003, 48,46% dos participantes já fizeram compras após receber um e-mail com propagandas, fosse ele um spam ou um e-mail marketing.

Outro resultado surpreendente, de acordo com Paulo Roberto Kendzerski, coordenador da pesquisa, é a postura adotada pelos entrevistados ao receber um spam. Mais da metade (55,18%) afirmou que lê a mensagem quando o assunto lhe interessa, enquanto apenas 25,77% a exclui sem verificar seu conteúdo.

“O usuário normal geralmente não tem nenhuma restrição contra os e-mails de propaganda, sejam eles de marketing ou spams. A maioria lê a mensagem se o assunto lhe interessa. Quem é radicalmente contra os spams são aqueles que trabalham com a tecnologia no dia-a-dia e se sentem incomodados por isso”, destaca.

Já a maior parte das empresas entrevistadas (81,46%) revelou também que não tem ferramentas específicas para bloquear os spams. As que declararam utilizar, citaram certos mecanismos de proteção como bloqueios de provedores, do Outlook, entre outros softwares.

A pesquisa mostrou também que o e-mail marketing tem ganho um número maior de empresas adeptas ao longo dos anos, embora nem sempre seja utilizado com ferramentas adequadas. Das companhias entrevistadas, 76,19% afirmou que envia mensagens para seus clientes independentemente de ter o software específico; 57,82% disse ter ações de e-mail marketing e 28,85% afirmou estar planejando desenvolver o método. (segue)

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