PCs de mão sem conexão estão com os dias contados


29/10/2003

A fusão entre a Palm e a Handspring, que deve ser concluída hoje, pode marcar a mais cruel das encruzilhadas para o mercado de handhelds, disseram analistas. A verdade é que os computadores de mão como foram concebidos inicialmente – ou seja, como organizadores pessoais digitais sofisticados – podem estar perto da extinção. “O organizador sem conexão tem um potencial de mercado que está quase morto”, disse Alex Slawsby, analista do grupo de pesquisa IDC. “O ano que vem pode ser o último em que veremos um produto lançado a preço superior a US$ 100 e sem tecnologia de comunicação sem fio incluída”.

Três anos atrás, os consumidores estavam correndo para comprar os computadores de mão, aparelhos de bolso capazes de armazenar milhares de endereços, datas e memorandos. Era uma das invenções favoritas das grandes empresas norte-americanas, nas quais executivos anotando informações na escrita especial da Palm em seus dispendiosos computadores de mão costumavam atrair olhares invejosos nos elevadores. Mais de 50 milhões desses organizadores pessoais desconectados foram vendidos nos últimos cinco anos por fabricantes como Palm, Handspring, Sony, HP e Toshiba.

Hoje, são os funcionários da expedição e as mães que levam filhos a escola que ostentam os seus organizadores pessoais, enquanto os executivos estão equipados com esguios aparelhos sem fio mais semelhantes a celulares ou a notebooks de tamanho reduzido, capazes de propiciar acesso de alta velocidade à Internet em diversos locais de trabalho.

Os especialistas dizem que, nos próximos anos, a vasta maioria dos fabricantes de computadores de mão oferecerá tecnologias de conexão sem fio de curto alcance como o Bluetooth e o WiFi. Além disso, muitas das funções dos organizadores pessoais atuais estarão disponíveis em celulares.

Um ponto crucial da fusão, para a Palm, é adquirir o mais comentado desses aparelhos “convergentes”, os produtos da linha Treo, da Handspring, que combina celular e organizador pessoal.

Reuters

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