O Senhor do Castelo


14/05/2004

É preciso muito empenho para que as sensações que um ambiente comercial pode proporcionar às pessoas, como imagens, sons e cheiros, tornem-se positivas, contribuindo na construção de uma percepção global, que ao transmitir a qualidade do atendimento ali oferecido, influencie efetivamente no aumento das vendas.

Este empenho começa desde a criação e a manutenção de uma fachada eficaz, que deve apresentar um diferencial em relação às já existentes na cidade, na rua ou no shopping onde esteja situada. O uso de cores fortes ou a aplicação da logomarca bem dimensionada, com simplicidade e clareza, garante boa leitura e identifica de longe, qual é o tipo de produto, serviço e o público a ser atingido. Ações deste naipe deixam a vizinhança com cara de otário: “É, depois da reforma, tal loja ficou tão simples e tão bonita, o que será que a minha tem de errado?”.

Assim como a fachada, o interior da loja precisa receber uma atenção especial. Deve ser aconchegante, convidativo, limpo e organizado, com sons e odores agradáveis. Música ambiente é sempre bem-vinda, desde que sejam músicas de bom gosto, em um volume equilibrado e principalmente, dentro do espírito da loja.

Não é somente aquilo que se vê e que se ouve que conta, mas também o que se cheira. Um artifício simples e muito utilizado por grandes corporações é criar um aroma personalizado, ou então escolher sempre o mesmo perfume para os ambientes. É uma solução moderna e econômica de se estar presente no inconsciente das pessoas.

Além de um visual incrível na fachada e um ambiente interno fantástico, o atendimento deve ser construído com o mesmo empenho. A presença física do cliente em uma loja, se por um lado pode ser uma experiência real e positivamente arrebatadora, se não receber a devida atenção, poderá facilmente se transformar em algo muito aborrecido. Um visual fantástico é básico, mas um atendimento perfeito é tão importante quanto. Escutar o que o cliente tem a falar, então, é fundamental.

O ato de comprar é um momento mágico. É preciso deixar o cliente próximo ao produto para que toque, experimente, teste, prove, enfim, tudo que seja necessário para que se sinta dono daquilo que está comprando e uma parte importante daquele cenário.

Um ambiente comercial visualmente bem cuidado comunica antecipadamente a qualidade global ali oferecida. Para que essa comunicação não minta, tal qualidade deve existir de fato.

A loja pode ser realmente bonita e sofisticada a ponto de parecer um palácio, mas nada disso importa se as pessoas se sentirem apenas como turistas perdidos durante a excursão naquele ambiente. O desejado tilintar da registradora, só ocorrerá, se o cliente se sentir ali como um rei no seu próprio castelo.

Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS.
Site: www.datamaker.com.br

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