O que esperar da internet nos próximos 10 anos?

08/09/2009

Na semana em que a internet completou 40 anos, o site Adnews quis saber sobre o futuro dela e, por isso, perguntou a renomados publicitários o que esperar do meio nos próximos 10 anos. Diferentes apostas dão o tom das respostas. Abaixo reproduzimos as opiniões mais relevantes:
 
Ana Maria Nubié – VP de Atendimento da AgênciaClick
"Nos próximos 10 anos, a internet vai fazer 100% parte da vida das pessoas, mesmo nas classes C e D. Ela vai estar presente em todo o lugar por meio de objetos físicos que usamos no dia-a-dia, seja um celular, um computador ou um eletrodoméstico.
 
Todo esse processo vai mudar o comportamento dos cidadãos, que devem deixar a condição de consumidores para se tornarem “compartilhadores” de informações. No futuro próximo, as pessoas vão passar não só a consumir, mas a compartilhar e a construir ideias no digital, baixando fotos e vídeos, deixando comentários em redes sociais, criando blogs, postando informações, etc. Com certeza, isso irá mudar totalmente nossa forma de aprender sobre o mundo que nos cerca e também de viver em sociedade."
 
Eco Moliterno – diretor de Criação Online da Y&R
"Daqui a 10 anos a internet não vai ser mais internet. Ela vai estar dentro da TV, do rádio, dos jornais, dos outdoors e dos pontos de venda quando todas as mídias virarem interativas. E falar ‘internet’ será tão antigo quanto dizer ‘discar’ hoje em dia."
 
Fernando Taralli – presidente da Energy
"Falar sobre a velocidade com que a Internet evoluiu nos últimos 10 anos e como a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo foi transformada por esse novo meio não é uma tarefa fácil. Passamos milhares e milhares de anos nesse planeta evoluindo em ciclos longos, com trocas de conhecimento e cultura em movimentos restritos e bem delimitados.
 
Se pararmos para olhar apenas o último século, vamos notar uma série de invenções que transformaram nossa forma de viver. Do motor a combustão à faca elétrica, tudo teve sua parcela de contribuição. Mas nada, absolutamente nada, foi tão avassalador, quanto o surgimento da Internet.
 
Mas porque essa revolução digital foi tão poderosa?

Toda vez que o ser humano se comunica e compartilha cultura e conhecimento, algo novo acontece. Foi assim ao longo de toda a história da humanidade.
 
E a Internet fez com que o ser humano expandisse de uma forma completamente diferente seus conceitos de comunicação e conhecimento. Começamos a nos comunicar em esteróides, em tempo real e em diferentes formas. Tudo novo, mas ao mesmo tempo muito normal. Informação? Se antes estava nos livros antigos guardados em bibliotecas restritas às classes mais abastadas, hoje acessamos (eu, você ou o Zé) com um clique! Mais, interagimos, contribuímos e nos tornamos parte dela com nossa parcela de conhecimento.
 
Os próximos 10 anos prometem uma aceleração ainda maior nessa evolução. Novas tecnologias vão continuar trazendo novidades para o nosso dia-a-dia. Novos twitters, novos Youtubes, novos Googles, novas capacidades de armazenamento, novas velocidades de comunicação. Tudo, excepcionalmente tudo, vai evoluir. E cada vez mais rápido. Seremos cada vez mais poderosos, acessando cada vez mais conhecimento e estando presente, virtualmente, em cada vez mais lugares, cruzando experiências e criando inovações em ciclos cada vez menores.
 
Seremos empurrados a viver cada vez mais nessa matrix, nesse mundo paralelo onde tudo acontece mais rápido e onde temos a capacidade de sermos muito mais do que somos no mundo real. Viveremos conectados e desplugaremos quando acharmos conveniente. Nossos conceitos continuarão sendo redefinidos: virtual e real, físico e digital, falsificado e original. Nesse ambiente fluído e mutante, o mais importante será mantermos a mente aberta para toda e qualquer nova experiência. A nossa antiga forma de ver e categorizar o mundo terá cada vez menos utilidade, especialmente à medida que a geração Y envelhece.
 
Esse novo mundo caótico da comunicação interativa, deverá exigir também uma maior capacidade de entendimento dos consumidores pelas marcas. Os processos de escolha serão cada vez mais curtos e subjetivos. Tempo será um bem cada vez mais escasso no mundo digital. Nossa atenção continuará a ser compartilhada entre diversos canais. Se antes tinhamos os 30 segundos passivos para impactar, nos próximos 10 anos devemos evoluir para algo que seja próximo de impacto imediato interativo".

 

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