O mercado de TI está em ebulição

09/04/2007

A Tecnologia da Informação aplicada em conformidade à gestão da empresa é a base para redução de despesas, aumento de produção e lucro. 

 No passado, apenas as grandes empresas aderiam aos sistemas de gestão empresarial (ERP – Enterprise Resource Planning) utilizados para reunir e sustentar as atividades e processos internos.  Agora nos deparamos com uma movimentação no mercado para a adoção nas  PMEs – Pequenas e Médias Empresas.

 Em um estudo recente, feito pela consultoria norte-americana Frost & Sullivan, demonstra que a adoção dos ERP deverá gerar uma receita de US$ 720 milhões até 2011, o que representa uma expansão de 10,6% ao ano, em relação aos US$ 394,2 milhões registrados em 2005 na América Latina. O Brasil detém 43% de participação na receita total.

Vê-se claramente que nosso País tem grandes chances de representar uma fatia considerável nesse mercado, pois, cada vez mais, as empresas têm valorizado os benefícios gerados pela Tecnologia da Informação.

Agora os serviços estão voltados àqueles que ainda não adotaram a TI de forma estratégica e possivelmente o farão, visto que os ERPs estão mais acessíveis à pequena e média empresas com modalidades de financiamentos e também com a Lei de Inovação Tecnológica, que prevê a redução de impostos, dentre outros benefícios; e no âmbito técnico pode ser adaptado para um menor número de usuários e a setores específicos de atuação.

O empresariado que iniciar a implementação de um sistema de gestão como esse, deve entender prioritariamente que o ponto chave é a reavaliação do fluxo interno das informações e que isso demanda, em muitos casos, numa nova direção para a cultura da organização.

Tanto nas atividades gerenciais como operacionais, os benefícios da implementação de um ERP são visíveis, mas é importante ressaltar que a má implementação ou administração pode gerar falhas nos processos, nos softwares utilizados devido à complexidade do sistema.

A maneira de evitar fracassos requer, em primeiro lugar, um estudo completo da organização. Partindo da concepção de como ela está hoje, o que deseja alcançar em um determinado período de tempo e assim buscar um alinhamento da Tecnologia da Informação com os objetivos da empresa.

A Tecnologia da Informação não funciona sozinha, o gestor é peça fundamental no sistema e deve fazer toda a engrenagem funcionar. Somente assim, o Brasil deixará de ser terceiro mundo e entrará no mercado globalizado pela porta da frente.


Miguel Ruiz é bacharel em Administração de Empresas e Processamento de Dados pela PUC de Campinas com pós-graduação em Sistemas de Informação. Foi gerente de Informática da Valeo Sistemas Automotivos e fundou a MR Consultoria, empresa atuante no segmento de outsourcing de TI – Tecnologia da Informação (www.mrconsultoria.com.br).

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