\”O futuro está na Web e não na TV convencional\”, diz especialista

26/04/2007

A expectativa sobre o lançamento do Joost, serviço de TV pela Web, deve durar até a próxima terça-feira, dia 01/05. Segundo apuração do jornal americano The New York Times, divulgada nesta quinta-feira, a rede desenvolvida pelos fundadores do Skype e Kazza estará oficialmente à disposição dos internautas a partir da semana que vem. Até então, o acesso era restrito aos anunciantes, jornalistas e alguns programadores. Em vista disso, uma lista com 30 parceiros comerciais de “lançamento” deve ser divulgada ainda hoje e vai citar marcas mundiais que aderiram ao projeto como Microsoft, Unilever e Sony.

O alvoroço em função da novidade é justificável. Trata-se da possibilidade de assistir aos canais de TV espalhados pelo mundo a partir de uma única rede. Ao contrário de sites de compartilhamentos de vídeo, como o YouTube, o serviço não é reconhecido propriamente como um site na Web. Funciona como um programa inserido neste ambiente virtual, bem no estilo MSN ou Skype. Por enquanto o sistema é gratuito e não há informação se será cobrado no futuro.

Os usuários não poderão publicar seus conteúdos no espaço oferecido. Haverá apenas programas das redes de TV que se mostram como arquivos individuais, podendo ser pausados ou adiantados até o fim. Dessa forma, o internauta escolherá a partir de um menu geral o que quer assistir. São as grades personalizadas de acordo com as preferências individuais.


Publicidade

Uma série de formatos para inserção publicitária será testada em caráter experimental durante três meses. Os anunciantes poderão fugir da tradicionalidade da TV aberta e o usual modelo dos 30 segundos. Sendo assim, os conteúdos passarão a ser receptivos da publicidade divulgada a partir de anúncios contextuais. Inicialmente, os breaks comerciais serão limitados a três minutos por hora de programação.

Para o jornalista e criador da TV Online AllTV, Alberto Luchetti, o Joost é mais uma amostra do poder interativo nas mãos da Internet. “O futuro está na Web e não na TV convencional”, resume. Segundo ele, os caminhos para o aperfeiçoamento de serviços de vídeo pela Internet vêm sendo traçados já há algum tempo. “A AllTV, anunciada em 2001, é um exemplo disso”.

A baixa adesão ao acesso via banda larga no Brasil ainda é um dos empecilhos para a instalação de novidades como o Joost. De acordo com o jornalista haverá, em breve, melhoria dos serviços de transmissão da TV para o computador e, conseqüentemente, maior popularização na adoção ao sistema.

Marcelo Gripa

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