Na velocidade da luz


03/11/2003

Uma empresa israelense desenvolveu um processador que usa tecnologia ótica em vez de silício, o que permite que realize operações de computação na velocidade da luz, afirma. A empresa, chamada Lenslet, diz que seu processador poderá ser usado em aplicações militares e de segurança nacional, multimídia e telecomunicações.

“O processamento ótico é uma vantagem competitiva estratégica para nações e empresas”, disse Avner Halperin, vice-presidente de desenvolvimento comercial da empresa. “Processando na velocidade da luz, você pode ter aeroportos mais seguros, sistemas militares autônomos, sistemas de transmissão de multimídia em alta definição e avançados equipamentos de próxima geração para telecomunicações”, disse.

Um processador ótico é um processador de sinais digitais (DSP) com um acelerador ótico que o torna capaz de desempenhar operações em velocidades muito altas. “É um avanço de 20 anos no desenvolvimento de hardware digital”, disse o fundador da Lenslet, Aviram Sariel. O processador pode realizar 8 trilhões de operações por segundo, velocidade equivalente à de um supercomputador, e é mil vezes mais rápido do que a de um processador convencional, com 256 raios laser realizando operações em altíssima velocidade.

O novo processador foi desenvolvido para equipar radares de alta resolução, sistemas de guerra eletrônica, estações-base de telefonia celular e aparelhos de exame de bagagens em aeroportos. A Lenslet afirma que o dispositivo, chamado Enlight, é o primeiro DSP ótico disponível comercialmente. Ele foi apresentado na conferência MILCOM em Boston, nos EUA, esse mês. (segue)

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