Municípios poderão alugar ERP

A Fundação Getúlio Vargas de São Paulo está trabalhando na elaboração de um consórcio de empresas especializadas em TI para que, juntas, possam oferecer um serviço completo de locação de uma solução de gestão empresarial, um tipo de GRP (Govern Resource Planning).

Ao contrário do método tradicional, no qual o cliente adquire uma licença de software, o órgão público pagaria apenas uma mensalidade para ter acesso a módulos como controle de materiais, folha de pagamento, recursos humanos, licitações etc.

A estratégia apurada pelo COMPUTERWORLD foi confirmada pela Techne, empresa brasileira que negocia o acordo com o TecGov, Centro de Estudos de TI para Governo da FGV-SP. “Será um consórcio formado por empresas de integração e infra-estrutura, reunindo nossa solução, data center e serviços de comunicação. A FGV entrará com a parte de treinamento e gestão do conhecimento”, explica Fábio Barreto, diretor de governo da Techne. A FGV ainda prefere não falar sobre o assunto.

A Techne, especializada no desenvolvimento de soluções para as áreas de governo, saúde e educação, já vende há alguns anos para o setor público. Estados como o do Pará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul já utilizam módulos de recursos humanos e folha de pagamento da companhia.

As soluções também são encontradas em prefeituras como a do Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na cidade de Campo Grande, por exemplo, a Techne fornece um produto que contempla diversos módulos da gestão pública. “Até hoje só vendemos a licença, nunca trabalhamos com o modelo de aluguel”, diz Barreto.

Segundo o executivo, cerca de 2 mil dos 5.561 municípios brasileiros já trabalham com algum tipo de solução profissional. No entanto, são menos de cem aqueles que possuem um produto mais sofisticado, envolvendo gestão de TI, contabilidade e compras de materiais. “Nosso alvo sempre foram estados e municípios grandes, com maturidade para assumir um sistema de gestão. Agora também queremos trabalhar com uma implantação que seja o mais simples possível. Esperamos que no segundo semestre comecemos a atacar isso”, declara. (segue)

André Borges

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